Vem aí o Ultrassom a LASER!

O ultrassom convencional não expõe os pacientes a radiações prejudiciais, como acontece com os raios X e os tomógrafos. Embora tipicamente não invasivo, o ultrassom requer contato com o corpo do paciente, o que pode ser limitador em situações como bebês, vítimas de queimaduras ou outros pacientes com pele sensível.

Além disso, o contato da sonda de ultrassom induz uma variabilidade significativa da imagem, o que é um grande desafio nas imagens de ultrassom modernas - tente interpretar o ultrassom de um bebê e você verá o quanto as imagens são pouco claras.

Agora, engenheiros do MIT criaram uma alternativa ao ultrassom convencional que não requer contato com o corpo para ver o interior de um paciente.

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A nova técnica, um ultrassom a laser, utiliza um laser seguro para os olhos e para a pele para gerar remotamente imagens do interior de uma pessoa. Quando aplicado sobre a pele do paciente, o laser induz ondas sonoras que se propagam pelo corpo. Um segundo laser detecta remotamente as ondas refletidas, que são então convertidas em uma imagem semelhante ao ultrassom convencional.

Esta foi a primeira vez que o ultrassom a laser foi usado para gerar imagens do corpo humano, depois que o equipamento mostrou-se seguro e confiável nos testes em cobaias.

Fotoacústica

Os métodos baseados em laser são parte de um campo conhecido como fotoacústica. Em vez de enviar diretamente ondas sonoras para o corpo, a ideia é enviar luz, na forma de um laser pulsado sintonizado em um comprimento de onda específico, que penetra na pele e é absorvido pelos vasos sanguíneos.

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Os vasos sanguíneos se expandem e relaxam rapidamente - aquecidos instantaneamente pelo pulso de laser e depois rapidamente resfriados pelo corpo de volta ao tamanho original - apenas para serem atingidos novamente por outro pulso de luz. As vibrações mecânicas resultantes desse estica-encolhe geram ondas sonoras que são refletidas, quando podem então ser detectadas por transdutores colocados na pele e traduzidas em uma imagem fotoacústica.

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"Estamos no começo do que poderíamos fazer com o ultrassom a laser," disse o pesquisador Brian Anthony. "Imagine que chegamos a um ponto em que podemos fazer tudo o que o ultrassom pode fazer agora, mas à distância. Isso oferece uma maneira totalmente nova de ver os órgãos dentro do corpo e determinar as propriedades do tecido profundo, sem fazer contato com o paciente."

    Checagem com artigo científico:

Artigo: Full noncontact laser ultrasound: first human data
Autores: Xiang Zhang, Jonathan R. Fincke, Charles M. Wynn, Matt R. Johnson, Robert W. Haupt, Brian W. Anthony
Publicação: Light: Science & Applications
Vol.: 8, Article number: 119
DOI: 10.1038/s41377-019-0229-8

Fonte: Diário da Saúde



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