Vacina contra Herpes-Zoster é recomendada acima dos 60 anos!

Quem já teve herpes-zoster sentiu na pele, literalmente, a dor provocada por essa infecção causada pelo vírus varicela-zoster — o mesmo da catapora.

Por afetar os nervos, o herpes-zoster (também conhecido por “cobreiro”) chega a impossibilitar movimentos simples, como se vestir e deitar na cama, devido à dor intensa. Mas é uma doença que tem tratamento e vacina preventiva.

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Os primeiros sinais do herpes-zoster são dor, ardência e coceira nas regiões dos nervos afetados, que geralmente estão no tórax, no abdômen e no rosto, embora possa atingir as demais partes do corpo. Ele acomete um lado só do corpo (esquerdo ou direto) e se apresenta também com feridas na pele.

Infectologista no Hospital Sírio-Libanês, o Dr. Otelo Rigato Junior ressalta a importância de procurar ajuda médica com urgência quando surgirem esses sinais. “O tratamento precoce contra o herpes-zoster faz toda a diferença, pois com a demora aumentam as chances de gravidade da doença”, acrescenta.

Segundo ele, ao atingir nervos oftalmológicos, por exemplo, o herpes-zoster pode causar sérios danos oculares e até a perda de visão. Se atingir os nervos faciais, pode provocar paralisia facial e, se atingir os nervos auditivos, labirintite e surdez.

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Em alguns casos, o herpes-zoster mantém o nervo afetado lesionado e causa dores (neuralgia pós-herpética) por semanas ou até anos, tornando-se um tipo de dor crônica.

Quem pode ter herpes-zoster?

O herpes-zoster é um tipo de reativação do vírus da catapora. Portanto, todas as pessoas que já tiveram o vírus da catapora, mesmo que essa doença não se tenha manifestado, pode vir a ter herpes-zoster. No geral, os mais vulneráveis a desenvolver herpes-zoster são as crianças e os idosos.

Na população jovem e adulta, o herpes-zoster se manifesta principalmente em pessoas com o sistema imunológico fraco, geralmente em decorrência dos seguintes problemas de saúde:

  • Estresse
  • Diabetes
  • Artrite reumatoide
  • Lúpus
  • Câncer
  • Aids

Embora seja curável, o herpes-zoster pode voltar a se manifestar futuramente na mesma pessoa, principalmente nos idosos.

Isso ocorre porque se trata de um vírus da família herpes, que conta ainda com o vírus HSV-1, causador do herpes labial; HSV-2, responsável pelo herpes genital; Epstein-Barr, causador da mononucleose; entre outros. Todos esses vírus agem de formas diferentes, mas mantêm-se no organismo para sempre.

Quem deve tomar a vacina contra herpes-zoster?

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A vacina contra o herpes-zoster, disponível no Brasil desde 2014, é recomendada para todas pessoas com mais de 60 anos de idade, incluindo aquelas que já tiveram a doença, mas seu uso é aprovado já a partir dos 50 anos de idade.

A partir dessa faixa etária, a única contraindicação é para pessoas com o sistema imunológico debilitado. Como a vacina utiliza o vírus vivo atenuado do herpes-zoster (um tipo de vírus mais fraco), nessas pessoas a aplicação poderia acabar levando ao aparecimento da doença.

A eficácia da vacina é de aproximadamente 70%, e a imunização é feita por meio de dose única injetável abaixo da pele (via subcutânea). Alguns pacientes podem apresentar efeitos adversos, como vermelhidão e dor no local da aplicação, febre baixa e dores no corpo, como se fosse uma gripe.

Por enquanto, a vacina contra herpes-zoster ainda não faz parte do calendário nacional de imunizações gratuitas, oferecidas pela rede pública de saúde, mas pode ser encontrada em clínicas privadas. O tratamento do herpes-zoster, que geralmente é feito com medicamentos antivirais e analgésicos.

Vacina dá proteção contra neuralgia pós-herpética

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O estudo mostrou que a vacina foi 74% efetiva em prevenir hospitalizações por herpes zoster durante os três anos posteriores à vacinação e 55% efetiva após 4 ou mais anos.

A vacina para Herpes zoster foi 57% efetiva para prevenir a dor duradoura conhecida como neuralgia pós-herpética, condição de ocorrência comum em pacientes idosos após um surto da doença. Segundo os pesquisadores, depois de 4 anos, a taxa caiu para 45% de prevenção.

Os achados do estudo foram publicados no jornal Clinical Infectious Diseases: “O fato de que foi encontrado efetividade relativamente alta contra complicações graves, como hospitalização e neuralgia pós-herpetica de longa duração, e que esta proteção se manteve por longo tempo, se soma às consideráveis evidências de que a vacina é benéfica e que idosos deveriam ser encorajados a se vacinar em número maior do que acontece atualmente” disse o autor do estudo.

Vacina para herpes zoster é mais efetiva nos casos graves

O estudo avaliou informações colhidas entre 2007 e 2014. Os dados incluem cerca de 2 milhões de pessoas e os pesquisadores descobriram que a vacina parece ser mais efetiva contra casos graves de herpes zoster que requerem hospitalização e contra a dor duradoura após o surto, mas a proteção diminui com o passar do tempo após a vacinação.

Não foi detectada muita diferença em quão efetiva é a vacina entre diferentes grupos de idade. A vacina para herpes zoster foi aprovada nos Estados Unidos em 2006. Naquela ocasião, estudos mostraram que a vacina reduziu o risco de herpes zoster em cerca da metade das pessoas com 60 ou mais anos, faixa etária para a qual a vacina é recomendada no país.

Diante de qualquer sintoma relacionado ao herpes-zoster, procure um serviço de pronto atendimento com urgência. Compartilhe!

Fonte: Sírio Libanês

Dermatologia.net



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