"Teste da Bochechinha" detecta 310 Doenças Graves e Silenciosas no Bebê!

Desde a maternidade, pais e mães são orientados sobre o teste do pezinho, exame que, a partir de uma amostra de sangue coletada com uma picadinha no calcanhar do bebê, ajuda a diagnosticar doenças importantes.

O que muitos não sabem, porém, é que existe outro exame conhecido por TESTE DA BOCHECHINHA que detecta 310 condições em vez de 6 - mas é importante saber quando ele realmente é necessário.

Ao contrário do teste do pezinho, em que é feito um exame de sangue, o teste da bochechinha consiste em coletar uma amostra da bochecha da criança (de forma indolor, com uma haste flexível) e sequenciar o DNA dela para detectar possíveis doenças genéticas ou congênitas.

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Disponível no Brasil desde 2019, ele é capaz de detectar 310 doenças - todas tratáveis quando identificadas na primeira infância.

Ainda que esteja disponível, porém, ele não é oferecido gratuitamente pelo sistema de saúde como o teste do pezinho é, e custa R$ 799 - um dos motivos pelos quais sua adesão não é a mesma que a do exame anterior.

Bochechinha x Pezinho

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De acordo com a Mendelics, único laboratório que realiza o teste da bochechinha no Brasil, fazer o exame é importante não só pelo número de doenças que ele é capaz de identificar, mas pelo fato de que estes males são silenciosos e, acima de tudo, tratáveis Entre eles, estão o diabetes, o hipotireoidismo neonatal e a hemofilia, que ficam de fora do teste do pezinho.

Enquanto o teste da bochechinha é capaz de mapear mais de 300 doenças, o exame tradicional e gratuito foca em 6 - mas isso, segundo a pediatra Loretta Campos, não significa que ele substitui o teste do pezinho. Isso porque, em primeiro lugar, o exame genético não consegue diagnosticar as 6 doenças identificadas pelo teste tradicional e, conforme explica a médica, elas são mais frequentes.

“Apesar de o teste da bochechinha fazer uma triagem de uma quantidade muito maior de doenças em relação ao do pezinho, ele não substitui porque as doenças do teste do pezinho são muito mais prevalentes, e as do teste da bochechinha são mais raras, então em termos de saúde pública ele não seria uma opção”, afirma a especialista, lembrando, porém, que isso não invalida a importância dele em certos cenários.

Doenças detectadas pelo "Teste da Bochechinha"

  • Doenças associadas a quadros Neurológicos
  • Doença associada a quadros Pulmonares
  • Doença associada a Neoplasias
  • Doença associadas à Surdez
  • Doenças associadas a quadros Renais
  • Doenças associadas a quadros Hepáticos e Gastrointestinais
  • Doenças associadas a quadros Hematológicos
  • Doenças associadas a doenças Endócrinas
  • Doenças associadas a quadros Imunológicos
  • Doenças associadas a Erros Inatos do Metabolismo

Quando é preciso fazer

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Conforme explica Loretta, o teste da bochechinha não costuma ser recomendado por especialistas de forma preventiva como o do pezinho, e sim a partir de suspeitas levantadas durante o desenvolvimento da criança. “Para uma criança que, por exemplo, não ganha peso, que tem dificuldades de crescimento, ele pode ser uma opção para fazer uma triagem dessas doenças mais raras”, afirma ela.

Em um mundo ideal, ela afirma que seria interessante realizar os dois exames para espantar qualquer suspeita logo de cara (ou tratar o que for diagnosticado), mas, como as condições identificadas pelo teste da bochechinha são mais raras, a médica recomenda fazer apenas o do pezinho enquanto não houver fatores que justifiquem o segundo teste.

Ela lembra ainda que é importante fazer o teste do pezinho bem cedo. “Ele deve ser feito principalmente até os 7 dias de vida, porque algumas doenças podem levar a óbito caso não sejam detectadas de forma precoce”, alerta.

Fonte: Vix.com



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