Tendinite ou Tendinopatia? A dor pode ser resultado não só de uma inflamação, mas de uma lesão!

Há muito estigma em torno da tendinite, todos nós temos medo dela. Como vamos continuar a correr, nadar ou até mesmo pegar um objeto no alto se temos tendinite?

A explicação fisiológica/morfológica para a palavra tendinite vem de tendi, que significa tendão, um tecido do nosso corpo que na maioria das vezes se assemelha a uma corda que acopla o músculo ao osso; e iti, que é o sufixo referente à inflamação. Mas será que essa palavra tão temida está sendo tão bem empregada assim?

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Para tentar ser mais claro, vamos entender juntos um pouco mais o que isso quer dizer: o significado científico da palavra em questão é uma inflamação da membrana que encobre o tendão.

Então podemos concluir que se tivermos tendinite, é só tomar um anti-inflamatório que vai resolver o problema, assim como quando pegamos conjuntivite, uma amigdalite ou qualquer outra "ite", desde que essas "ites" não sejam bacterianas, casos em que antibióticos são necessários. Mas quem já teve, sabe que não é bem assim!

Quem resolveu uma tendinite com apenas uma medicação teve sorte, porque quem convive ou conviveu com uma “tendinite” sabe o quão sofrido é. Por isso pode-se dizer que a palavra não é tão bem empregada. O termo mais adequado para esses casos é tendinopatia, que se refere a alguma adversidade no tendão, muitas vezes tendo como sintoma essa inflamação na membrana que encobre o tendão.

Com isso podemos perceber que a tal da inflamação não é o real problema desse tendão, ela só é uma consequência. Como vamos, então, conseguir tratar a causa apenas nos guiando por uma consequência? Fica mais difícil desse jeito, não é mesmo?

Vamos lembrar que lá em cima eu falei que nosso tendão muitas vezes se assemelha a uma corda. E uma corda geralmente é muito resistente por ter fios e mais fios trançados até chegar na espessura desejada e na resistência desejada. Pois bem, os nossos tendões também são um emaranhado de fios.

Pensando na corda cheia de fiozinhos emaranhados: e quando a usamos para algum serviço pesado, que tipos de movimentos poderiam fazer com que esses fiozinhos se rompessem?

Consigo pensar nessa corda passando por uma superfície pontiaguda, e cada vez que ela raspa por essa ponta, alguns fiozinhos se rompem; penso também a corda sendo esticada com toda a força várias e várias vezes, e a cada estirão alguns destes fios também se vão.

Traduzindo para o nosso tendão: essa parte pontiaguda poderia ser uma protuberância óssea do nosso corpo pelo qual o tendão não deveria passar, mas que por causa de algum desalinhamento isso acaba acontecendo. E essa estirada eu poderia traduzir para quando algum sistema de amortecimento está falho no nosso corpo; com isso, quando o nosso corpo vai frear algum movimento, ele não o faz de forma gradual, mas sim diretamente, o que pode também romper algumas fibras do nosso tendão.

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Portanto, quando essas dores aparecerem, entenda: elas não são só resultado de uma inflamação, há um mecanismo de lesão envolvido no caso.

Você pode começar a observar em que atividade você as sente mais, para tentar entender se está acontecendo algum desalinhamento postural ou sobrecarga no movimento. Se mesmo assim nada mudar, pegue toda essa informação e procure um fisioterapeuta ou algum outro profissional de saúde para que possamos te avaliar, encontrar o mecanismo da lesão e, aí sim, trabalhar para curar a sua tendinopatia.

Fonte: Eu Atleta



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