"Tatuagem" Invisível do MIT pode substituir Carteira de Vacinação!

Em tempos de movimento antivacina, saber quem está com a carteirinha de vacinação em dia é um desafio ainda maior para profissionais de saúde – que também têm que contar com o fato de que muitas pessoas nem se lembram onde guardaram o documento.

Para resolver essa questão, cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram uma "tatuagem invisível" que funciona como carteira de vacinação subcutânea e pode ser consultada com apenas um smartphone.

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"Considerando que cartões de vacinação em papel geralmente são perdidos ou não existem, e os bancos de dados eletrônicos são desconhecidos, essa tecnologia pode permitir a detecção rápida e anônima do histórico de vacinação dos pacientes, para garantir que todas as crianças sejam vacinadas", disse Kevin McHugh, membro da pesquisa, em comunicado.

O mecanismo consiste em um tampão com agulhas que, quando perfura a pele, deposita um corante consistente de nanocristais chamados pontos quânticos. Os pontinhos têm apenas 4 nanômetros de diâmetro, mas são inseridos na pele envoltos em um tipo de "cápsula" para garantir sua fixação. Ainda assim, o tamanho total das marcas não ultrapassa os 20 nanômetros.

A "tinta" é aplicada junto com a própria vacina por agulhas de 1,5 milímetro e dissolve na pele em cerca de 2 minutos. Com a "tatuagem" feita, basta um celular para identificar as informações contidas na pele: ao apontar a câmera para a região da aplicação, o aparelho consegue ler as informações contidas ali.

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Testes realizados em cadáveres mostraram que a tinta resiste ao menos 5 anos em exposição à luz. Além disso, exames em ratos garantiram que os nanocristais não interferem na eficácia das vacinas em si.

"É possível que, um dia, essa abordagem 'invisível' crie novas possibilidades para aplicativos de armazenamento de dados, biossensores e vacinas que possam melhorar a forma como os cuidados médicos são prestados, principalmente nos países em desenvolvimento", afirmou Robert Langer, um dos pesquisadores.

Fonte: Revista Galileu



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