Risco de Infarto é MAIOR durante o FRIO! Mas por que isso Acontece?

Obesidade, sedentarismo e tabagismo são exemplos de fatores de risco para infarto que muita gente conhece, mas, além deles, há um bastante curioso do qual não se fala muito: o frio!

Devido a vários efeitos que temperaturas baixas têm sobre o corpo, as estações mais geladas do ano favorecem a ocorrência de ataques cardíacos - e especialistas explicam por quê!

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Frio aumenta risco de infarto

O infarto ocorre quando há necrose de parte do músculo cardíaco a partir de um bloqueio nas vias em que o sangue corre. Normalmente, esse bloqueio, consiste em um coágulo formado com o acúmulo de gordura no interior das artérias e, quando o fluxo sanguíneo é interrompido de forma súbita, provoca o ataque cardíaco.

Colesterol alto, má alimentação, estresse, obesidade, sedentarismo e algumas doenças podem aumentar as chances de uma pessoa ter um infarto ao longo da vida - mas, ao lado deles, o frio também contribui para esse risco. Segundo Cesar Jardim, cardiologista do Hospital do Coração, isso ocorre especialmente pela redução do fluxo sanguíneo que se dá em temperaturas mais baixas.

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“Um dos principais motivos é a vasoconstrição, que é a contração dos vasos sanguíneos, que reduz o fluxo sanguíneo, provocando um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio no organismo”, afirma o médico, acrescentando que mudanças comportamentais comuns de épocas mais frias também podem contribuir para que os riscos de ataques cardíacos aumentem nesses períodos.

Um exemplo disso, segundo ele, é o de que, no frio, muita gente deixa de lado os exercícios físicos ao mesmo tempo em que consome alimentos mais calóricos que provocam uma maior sensação de bem-estar. “O exercício físico aquece o corpo, melhora a disposição, e existem muitos alimentos que também podem proporcionar esse bem-estar sem excesso de calorias”, indica.

Para ele, quando chegam as épocas mais geladas, é importante que tanto as pessoas que têm predisposição a infartar quanto as que não fazem parte do grupo de risco prestem mais atenção nos hábitos.

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“É imprescindível realizar check-up cardiológico anualmente, praticar exercícios físicos com orientação de um profissional e consumir alimentos saudáveis, evitar gorduras e sal em excesso”, diz.

Fonte: Vix.com



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