Quais são os indícios da Esquizofrenia na adolescência?

A esquizofrenia é uma doença que pode começar a se manifestar antes mesmo da fase adulta, ainda na adolescência. O principal indício a ser observado como possível sintoma é o isolamento social, mas outros comportamentos fora do comum também ajudam a identificar o quadro, tais como queda no rendimento escolar, sensação de perseguição e humor deprimido.

Sinais de esquizofrenia em adolescentes

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“Na adolescência, é importante ter atenção com a esquizofrenia, especialmente quando há alterações comportamentais. Estas podem ter um aparecimento mais lento em relação a pacientes adultos, com surgimento de desleixo com a aparência, isolamento social e alterações de sono. Sintomas psicóticos, como fala desconexa e sensação de perseguição também devem ser considerados como sinais de alerta”, destaca a psiquiatra Luciana Staut.

As alucinações também podem aparecer na adolescência como sintoma de esquizofrenia. Elas podem ser auditivas (ouvir coisas que ninguém mais ouve e interagir com as “vozes”), visuais (ver pessoas, bichos ou outras coisas que ninguém mais vê), olfativas, dentre outras. “Períodos de irritabilidade ou agressividade também podem surgir, mas isso não é regra. Muitas vezes a agressividade surge em resposta aos sintomas psicóticos ou à sensação de perseguição e ameaça”.

Esquizofrenia em adolescentes traz mais dificuldades

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Segundo a especialista, as dificuldades são maiores quando a doença se manifesta ainda na adolescência. Isso ocorre por inúmeros fatores, como a alteração comportamental que pode se manifestar com a patologia, a dificuldade em se manter no ambiente escolar para concluir estudos e o maior isolamento social associado ao quadro. Além da questão comportamental, deve-se levar em conta que o cérebro do adolescente ainda não está completamente desenvolvido.

“Com o advento da doença, o processo de desenvolvimento do adolescente também pode ser afetado, levando a um declínio cognitivo e agravando ainda mais os sintomas. Isso faz com que o adolescente fique mais propenso a não ter sua autonomia na vida adulta, tornando-se dependente da família e dos serviços de saúde”.

Fonte: Dra. Luciana Cristina Gulelmo Staut é psiquiatra, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e atende em Cuiabá (MT). CRM-MT: 6734 Cuidados pela Vida



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