Pessoas com Aparência Saudável ESPALHAM o Coronavírus, dizem mais estudos!

Mais evidências estão surgindo de que as infecções por coronavírus estão sendo disseminadas por pessoas que não apresentam sintomas claros, complicando os esforços para obter o controle da pandemia.

Um estudo conduzido por pesquisadores de Cingapura e publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA dia 31/3 é o mais recente a estimar que cerca de 10% das novas infecções por coronavírus podem ser desencadeadas por pessoas que foram infectadas pelo vírus, mas que não apresentam sintomas.

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Em resposta a estudos recentes, o CDC mudou a forma como definia o risco de infecção para os americanos. A nova orientação da agência, também divulgada dia 31, tem como alvo pessoas que não apresentam sintomas, mas foram expostas a pessoas com infecções conhecidas ou suspeitas. Diz essencialmente que qualquer pessoa pode ser considerada portadora, com ou sem sintomas.

Isso reforça a importância do distanciamento social e de outras medidas destinadas a impedir a disseminação, disseram especialistas.

"Você precisa ser realmente pró-ativo na redução de contatos entre pessoas que parecem perfeitamente saudáveis", disse Lauren Ancel Meyers, pesquisadora da Universidade do Texas em Austin que estudou a transmissão de coronavírus em diferentes países.

O novo estudo se concentrou em 243 casos de coronavírus relatados em Cingapura de meados de janeiro a meados de março, incluindo 157 entre as pessoas que não haviam viajado.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas pré-sintomáticas desencadearam infecções em sete grupos diferentes de doenças, representando cerca de 6% dos casos adquiridos localmente.

Um estudo anterior na província de Hubei, na China, onde o vírus foi identificado pela primeira vez, sugeriu que mais de 10% das transmissões poderiam ter ocorrido antes dos pacientes que espalharam o vírus exibirem sintomas.

Os pesquisadores também estão estudando a possibilidade de casos adicionais serem desencadeados por pessoas "assintomáticas" infectadas, mas nunca desenvolvem sintomas bem definidos, e pessoas "pós-sintomáticas" que ficaram doentes, parecem estar recuperadas, mas ainda podem ser contagiosas.

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Ainda não está claro quantas novas infecções são causadas por cada tipo desses propagadores em potencial, disse Meyers, que não participou do estudo de Cingapura, mas fez parte de um estudo anterior focado na China. Funcionários do CDC dizem estar pesquisando infecções assintomáticas e pré-sintomáticas, mas os estudos não estão completos.

Nos primeiros meses da pandemia, as autoridades de saúde basearam sua resposta na crença de que a maior parte da propagação vinha de pessoas que espirravam ou tossiram gotículas que continham o vírus.

Fonte: MedicalXpress



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