Pediatra faz alerta: Alguns Xaropes podem fazer Tosse simples "virar" Doença séria!

A tosse é uma condição familiar tanto para adultos como para crianças e, no segundo caso, acaba gerando bastante preocupação entre os pais.

A tosse geralmente é encarada como um sinal de que algo não está correndo bem no organismo mas, mais do que isso, sua presença é um mecanismo de defesa, como explica o pediatra Flávio Melo.

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A importância da tosse

De acordo com o especialista, a tosse é um dos mecanismos que o corpo lança mão para expelir o catarro que é formado durante uma agressão à árvore respiratória. Além dela, há pequenas estruturas na sua superfície que empurram o muco em direção à parte superior.

Ao longo do processo inflamatório das vias aéreas, o muco ou catarro vai desidratando, tornando-se mais grosso e aderente e, por isso, muitas vezes recorremos à expectorantes e a água para ajudar a tornar o catarro mais fino e, consequentemente, a permitir que a tosse faça sua função de maneira mais eficaz.

Tosse que protege

Como podemos perceber, a tosse desempenha um papel importante no combate ao processo inflamatório, de maneira que uma das formas recomendadas pelo pediatra para lidar com ela, é sempre recorrer a lavagens nasais.

Ainda assim, é muito comum utilizarmos outros medicamentos quando a tosse bate na nossa porta e, em alguns casos eles podem piorar o quadro.

Medicamento controverso

Flávio Melo explica que, muitas vezes a tosse não é encarada como um mecanismo de defesa e, por isso, encontramos remédios que visam combatê-la. Esses remédios costumam ser vendidos nas farmácias a agem como um sedativo para a tosse, os mais comuns no mercado são: evodropropizina, a dropropizina, a cloperastina e o dextrometorfano.

De acordo com o profissional, essas medicações agem suprimindo o reflexo da tosse o que, ao invés de resolver o problema, pode aumentá-lo, pois geram um acúmulo de catarro permitindo que mais bactérias se proliferem. Com isso, há mais chances do resfriado “virar” pneumonia, sinusite, otite e outras “ites” mais.

Flávio Melo também enfatiza que o uso de xaropes em crianças maiores de 2 anos é uma exceção total, alguns protocolos os indicam em tosses secas pós-infecciosas que estejam desencadeando vômitos recorrentes e comprometimento do estado nutricional.

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Segundo informações do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, o hábito da automedicação quando falamos de xarope pode contribuir ainda mais para a complicação do quadro. É que, quando usados de forma prolongada ou em altas doses (esses valores variam conforme cada medicamento), também podem causar alterações da pressão arterial e até infarto ou angina - dor no peito causada pelo enfraquecimento dos músculos do coração.

A instituição afirma que diante de qualquer tosse é importante compreender o motivo antes de querer atacá-la - até porque se trata de um mecanismo de proteção.

Se a tosse persistir por mais de duas semanas ou vier acompanhada de catarro, é importante buscar ajuda de um médico e hidratar e limpar o nariz com soro fisiológico ao longo de todo o dia.

Fonte: Vix.com



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