OMS destaca que Vacina contra HPV é Segura e Indispensável!

A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) é "segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero" anunciaram as autoridades da área de saúde nesta segunda-feira (4), dia mundial de combate ao câncer.

"Os rumores infundados sobre as vacinas contra o HPV seguem adiando ou impedindo de modo desnecessário o aumento da imunização, que é urgentemente necessário para a prevenção do câncer cervical", disse Elisabete Weiderpass, diretora do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC). As informações são da agência de notícias France Presse. O centro é vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

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De acordo com os dados do CIIC, em 2018 foram diagnosticados quase 570 mil novos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo. "Este é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres", recordou o CIIC. A organização calcula que se a prevenção não aumentar, a doença pode provocar 460 mil mortes por ano até 2040.

No Brasil, o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Foram 16,3 mil novos casos no ano passado e 5,7 mil mortes.

No mundo, mais de 300 mil mulheres morrem a cada ano vítimas da doença.

Os antivacina não são problema no Brasil

A vacina distribuída no Brasil é quadrivalente. Ela imuniza contra dois tipos do vírus do HPV considerados de alto risco, o 16 e 18, apontados como responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, e contra os dois tipos de baixo risco responsáveis por 90% das verrugas genitais, o 6 e 11.

É fornecida gratuitamente para meninas com idade entre 9 e 14 anos e para meninos entre 11 e 14 anos. Na rede privada, cada dose custa por volta de R$ 200.

A vacina do SUS é da marca Gardasil, produzida pelo laboratório Merck Sharp and Dohme (MSD) em parceria com o Instituto Butantan. O acordo fechado pelo Ministério da Saúde em 2013 com a empresa americana prevê transferência de tecnologia para que o Brasil, nos próximos anos, se torne autossuficiente na produção do medicamento.

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Ele praticamente não apresenta efeitos colaterais, diz Fedrizzi, por se tratar de uma vacina recombinante – que não usa, por exemplo, o vírus atenuado na composição, mas partes do organismo.

Apesar de casos sem relação com a vacina terem provocado alguma reação contrária a ela no início da campanha, em 2014, o impacto das pessoas "antivacina" na baixa cobertura é pequeno, afirma o médico.

O episódio de paralisia em três meninas vacinadas em Bertioga (SP) naquele ano, que chegou a assustar alguns pais, comprovadamente não estavam ligados à imunização, destaca Fedrizzi.

"Esse não é um problema nosso. Uma pesquisa recente mostra que, na França, 41% da população desconfia das vacinas. No Brasil, esse percentual é de 4%. A questão aqui é outra", concorda Ballalai, da Sociedade Brasileira de Imunizações.

"O único efeito colateral (mais significativo) pode ser psicossomático", destaca Richtmann, infectologista do Emílio Ribas, referindo-se ao "medo de agulha". Existe também a sensação de que a doença é algo distante e, no caso específico do HPV, a visão distorcida de alguns pais de que a vacinação poderia dar início precoce à vida sexual dos filhos.

Fonte: Globo.comG1



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