Molde permite acabar com Orelhas de Abano já nos primeiros dias de vida!

Às vezes, um aspecto estético pode trazer muito sofrimento, tanto para conviver com ele quanto para mudá-lo. É o caso das deformidades nas orelhas, responsáveis por bullying, apelidos cruéis e baixa autoestima, além de cortes e cuidados cirúrgicos para quem opta pela correção. Mas um produto recém-registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promete acabar com esse estresse.

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EarWell é o nome da novidade que se popularizou em consultórios médicos da Europa e dos Estados Unidos e que, agora, chega ao Brasil. O médico Krishnamurti Sarmento, titular da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, explica:

“É um produto para moldar a orelha de quem nasce com alguma deformidade. É usado no primeiro mês de vida da criança, quando a orelha dela ainda está mole”.

Esse novo tratamento aproveita a fase de desenvolvimento do bebê, quando ainda circulam no corpo dele os hormônios maternos, o que deixa a orelha mais mole e permite que ela seja moldada. Mas os pais não precisam se preocupar com o incômodo dos filhos, pois o EarWell não provoca dores e dificilmente deixa os pequenos angustiados. “A gente passa um álcool ao redor da orelha da criança para aplicar o molde, e ela costuma reclamar muito mais desse líquido gelado do que do produto em si”, conta Krishnamurti.

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O único porém do novo tratamento aparece quando os pais já não conseguem mais realizá-lo, pois ele deve ser aplicado nas primeiras semanas do bebê, como relata o especialista. “É muito comum chegarem crianças de 2 ou 4 meses, porque os pais não tiveram tempo de vir próximo ao nascimento. Mas já não dá mais, porque se perdeu a janela dos primeiros dias de vida. Aí só com cirurgia, anestesia e corte, depois dos sete anos de vida.”

De acordo com o Dr. João Daniel Caliman e Gurgel, doutor em medicina (Otorrinolaringologia) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, existem alguns tipos de deformidades que devem ser alerta:

  • Alterações de formato

  • Mudanças de posição, como orelhas em abano

  • Orelhas parecendo amassadas

  • Orelhas com dobras diferentes do normal

      Importante: Em caso de malformações, quando partes da orelhas estão faltando, o tratamento com EarWell não é indicado.
    

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Como funciona

  • O EarWell é colocado pelo médico
  • O bebê fica com o produto 24h por dia
  • A cada duas semanas, em média, os pais voltam ao consultório para trocar o molde
  • Durante esse tempo, o EarWell vai moldando a orelha do bebê, que ainda tem a cartilagem mole e bem maleável
  • Ao final de 4 a 6 semanas, o tratamento está concluído

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Eficácia do tratamento

Se o tratamento for instituído nas primeiras 3 semanas há 90% de sucesso. Da terceira a quarta semana, 70% de sucesso. Após quatro semanas, cerca de 50% de correção. Após 6 semanas de vida o molde não é recomendado. São 46% dos casos sendo classificados como resultado bom ou excelente e 43% classificados como resultado justo. Após um ano de seguimento, estes resultados se mantêm estáveis, e é preciso lembrar que dentre os pacientes não tratados, 70% permaneceram com a deformidade ou pioraram.

Profissionais que podem realizar esse procedimento

A pertinência da indicação deve ser avaliada por médico otorrinolaringologista, pediatra ou cirurgião plástico. O uso seguro deve ser responsabilidade de um desses profissionais após treinamento adequado, e o próprio representante EarWell no Brasil mantém uma lista de profissionais habilitados a disposição pelo site.

Como funciona o EarWell no dia a dia, depois da aplicação

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Durante as primeiras semanas de vida os pacientes aceitam bem a presença do dispositivo. Para a instalação geralmente uma pequena área de tricotomia (corte de cabelo) é necessária na região periauricular. A pele é higienizada e o dispositivo é então colado por adesivos especiais, e adaptado conforme o tipo de deformidade. Os pacientes usam o dispositivo por 24 horas diárias, este é reaplicado se o adesivo afrouxar. Os pacientes são seguidos semanalmente após a iniciação, o dispositivo é aberto e higienizado, e a forma do orelha checada a cada retorno. Ao final do tratamento, a criança é mantida com pequenas fitas de retenção por mais duas semanas. O tempo médio de tratamento é de 33 dias. A presença do dispositivo geralmente não incomoda o paciente. Irritação da pele ou ulceração podem acontecer, e nesse caso o dispositivo é removido.

Fonte: Correio Braziliense



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