Melatonina: finalmente, um suplemento que realmente aumenta a memória!

Caminhando pelo corredor de suplementos da farmácia, é possível encontrar cápsulas de ômega 3, vitamina E, ginseng e muitos outros que prometem ajudar na perda de memória e cognitiva. Porém, um suplemento que era visto apenas como auxiliador do sono, pode ajudar também no combate à perda de memória: a melatonina!

Em um novo estudo, pesquisadores da Tokyo Medical and Dental University (TMDU) no Japão mostram que a melatonina e suas substâncias promovem a formação de memórias de longo prazo em camundongos e protegem contra a perda cognitiva.

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Pesquisadores liderados por Atsuhiko Hattori mostraram que a melatonina e dois de seus metabólitos ajudam as memórias a permanecer no cérebro e podem proteger ratos, e potencialmente pessoas, do declínio cognitivo.

Uma das maneiras mais fáceis de testar a memória em ratos é confiar em sua tendência natural de examinar objetos desconhecidos. Se tiverem escolha, eles passarão mais tempo verificando objetos desconhecidos do que familiares. O truque é que, para algo ser familiar, precisa ser lembrado. Como nas pessoas, o declínio cognitivo em ratos se manifesta como memória fraca e, quando testados nessa nova tarefa de reconhecimento de objetos, eles se comportam como se os dois objetos fossem novos.

O grupo de pesquisadores da TMDU estava curioso sobre os metabólitos da melatonina, as moléculas em que a melatonina é decomposta depois de entrar no corpo. “Sabemos que a melatonina é convertida em N1-acetil-N2-formil-5-metoxiquinuramina (AFMK) e N1-acetil-5-metoxiquinuramina (AMK) no cérebro”, explica Hattori, “e suspeitamos que eles podem promover a cognição.”

Para testar sua hipótese, os pesquisadores familiarizaram os ratos com os objetos e deram-lhes doses de melatonina e os dois metabólitos 1 hora depois. Então, eles testaram sua memória no dia seguinte. Eles descobriram que a memória melhorou após o tratamento e que o AMK foi o mais eficaz. Todos os três se acumularam na região hipocampal do cérebro, uma região importante para transformar experiências em memórias.

Para ratos jovens, a exposição a um objeto três vezes ao dia é suficiente para que seja lembrado no dia seguinte na tarefa de reconhecimento de objetos novos. Em contraste, ratos mais velhos se comportam como se ambos os objetos fossem novos e desconhecidos, um sinal de declínio cognitivo. No entanto, uma dose de AMK 15 minutos após uma única exposição a um objeto, e os ratos mais velhos foram capazes de se lembrar dos objetos até 4 dias depois.

Por último, os pesquisadores descobriram que a formação da memória de longo prazo não poderia ser aumentada após o bloqueio da melatonina de ser convertida em AMK no cérebro. “Nós mostramos que o metabólito da melatonina AMK pode facilitar a formação da memória em ratos de todas as idades”, diz Hattori.

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“Seu efeito em ratos mais velhos é particularmente encorajador e temos esperança de que estudos futuros mostrem efeitos semelhantes em pessoas mais velhas. Se isso acontecer, a terapia AMK pode eventualmente ser usada para reduzir a gravidade do comprometimento cognitivo leve e sua conversão potencial para a doença de Alzheimer".

Fonte: Neuroscience News



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