Lavar o Arroz antes de cozinhar: NÃO faça mais isso!

O arroz fornece ao organismo ferro, potássio, fósforo, magnésio e vitaminas B1, B2 , B3 e B6. Porém, quando o grão seco é lavado antes de ser cozido, parte dos nutrientes se perdem. Por conta disso, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Proteste acaba de divulgar uma nota oficial informando que não recomenda a lavagem desse alimento.

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“O arroz é um produto não perecível, não sendo um bom veículo de bactérias. Além disso, ao ser levado ao fogo em altas temperaturas, se tiver algum microorganismo prejudicial à saúde, ele será eliminado durante o cozimento”, informa o órgão.

Para conservar o arroz cru, a Proteste recomenda guardar numa caixa hermeticamente fechada, em local seco e arejado.

Como escolher o melhor arroz?

Em um ranking dos melhores tipos de arroz para a saúde, os nutricionistas fazem a seguinte classificação:

  1. Arroz integral, que mantém os nutrientes e as fibras na casca;

  2. Arroz parboilizado que, embora passe por um processo de fervimento, mantém os minerais e nutrientes conservados em relação ao arroz branco, que ocupa o último lugar da tabela.

O arroz integral na primeira colocação não é novidade, mas para quem não consegue se acostumar ao sabor e à textura desta variedade, saber que a segunda opção é tão saudável quanto é uma boa notícia.

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“Como o parboilizado é deixado de molho e parcialmente fervido, os nutrientes hidrossolúveis entram no arroz. Nas tabelas de classificação dos alimentos não se sabe quanto a mais de micronutrientes, como vitaminas e minerais, há no parboilizado, mas é sabido que ele é melhor que o branco e pior que o integral”, explica Gisele Pontaroli Raymundo, nutricionista e professora do curso de nutrição da PUCPR.

Esses benefícios foram, inclusive, comprovados em duas pesquisas de doutorado da USP, com um detalhe a mais. Quando comparado ao arroz integral, o parboilizado demonstrou ter um tempo de vida maior. Nutricionalmente, porém, continua em segundo lugar.

O integral teria, em média, de acordo com informações da USP, 20% a mais de proteínas e cerca de 2,5 vezes mais fibras que o branco polido, sem falar nos minerais, lipídios e vitaminas.

“O arroz tem uma casca e, no caso do branco polido, essa casca é retirada, e é onde estão os micronutrientes. Então fica o arroz, o amido, a parte branca, fonte de carboidratos”, ressalta a nutricionista.

Arroz “amarelão” – é como também se chama o arroz parboilizado. O nome difícil vem da junção das palavras em inglês partial e boiled, parcialmente aquecido, fervido, que indica o processamento pelo qual passa o arroz. Isso torna o grão mais resistente, com maior vida útil e sem o risco de empapar, mesmo com a adição de água extra.

Erros na hora do preparo

De nada adianta, no entanto, comprar o arroz mais saudável e prepará-lo de forma errada. De acordo com Jennifer Partika, nutricionista clínica do hospital Santa Cruz, é comum que as pessoas errem o preparo principalmente no momento de aplicar o sal e do óleo.

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“Quanto mais óleo, mais gordura no alimento e isso torna mais difícil para o organismo absorver os nutrientes. O arroz não perde os nutrientes que já tem, mas fica realmente menos saudável”, reforça a nutricionista. Da mesma forma, o sal em excesso aumenta a quantidade de sódio consumida no dia, favorecendo problemas cardiovasculares.

“A quantidade de sal ideal depende de cada pessoa e da dieta geral do paciente. Não é possível falar em quantidade de gramas, porque depende do quando ele consome durante o dia. Por isso a importância de buscar um profissional para avaliar a alimentação”, reforça a especialista.

“O arroz é um alimento tão básico e tão fácil de fazer. É uma grande fonte de calorias e energia, além de ser barato e fácil de preparar. Para errar o arroz, ou você coloca muita água, deixando-o empapado, ou não segue as medidas ou coloca muito sal, que fica muito salgado” – Gisele Pontaroli Raymundo, nutricionista e professora do curso de nutrição da PUCPR.

Fonte: Gazeta do Povo



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