José Mayer recebe alta após ficar internado para tratar Doença Autoimune e rara!

Um dos grandes galãs do passado na Globo, o ator José Mayer, passa por um momento delicado na vida pessoal. Com depressão, ele descobriu recentemente uma doença rara e autoimune chamada Granulomatose de Wegener.

Na manhã deste domingo (29), após 30 dias internado na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, o veterano recebeu alta. Aos 68 anos, José Mayer sofre com a doença que atinge os vasos sanguíneos dos rins, pulmões e vias respiratórias, e pode ser fatal caso não seja diagnosticada precocemente.

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Conforme nota divulgada pelo hospital, o ator cumpriu todo o tratamento e passa bem. “A Casa de Saúde São José informa que o ator José Mayer teve alta neste domingo, após um período de 30 dias de tratamento contra Granulomatose de Wegener, uma doença autoimune que atinge, principalmente, os vasos sanguíneos dos rins, pulmões e vias respiratórias e pode ser fatal caso não diagnosticada precocemente. José Mayer esteve sob os cuidados da equipe liderada pelo Dr. Marcelo Kalichsztein. O ator passa bem.”, diz o texto.

A granulomatose de Wegener é definida como uma doença sistêmica que se caracteriza pela presença de vasculite necrosante granulomatosa, acometendo preferencialmente as vias aéreas superiores e inferiores, pulmões, glomerulonefrite e diferentes graus de vasculite sistêmica.

Esta doença afeta aproximadamente 8,5 indivíduos a cada 1 milhão de habitantes. Em cerca de 90% dos casos ocorre em indivíduos brancos, tipicamente durante a meia-idade, embora haja relatos na literatura médica de casos de pacientes mais jovens afetados por esta afecção.

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As manifestações clínicas desta doença são bem inespecíficas, sendo, normalmente, bem prolongado o tempo até o diagnóstico, especialmente nos casos de evolução indolente.

A sintomatologia pode surgir gradativamente ou abruptamente. As primeiras manifestações ocorrem, geralmente, no trato respiratório superior, nariz, seios nasais, ouvidos e traquéia; podendo, em muitos casos, ocorrer graves hemorragias nasais, sinusite, otite média, tosse e expectoração com sangue. Também há a presença de febre, mal-estar geral, anemia, perda de apetite, dores e tumefações articulares; inflamações oculares e do ouvido também podem ser observadas. Esta doença também pode acometer as artérias cardíacas, resultando em dor torácica ou enfarte do miocárdio; também pode acometer o cérebro ou a medula espinhal, gerando sintomatologia similar a de outras moléstias neurológicas, além de pode acometer o sistema gastrointestinal, levando ao surgimento de úlceras e hemorragia digestiva.

A doença pode disseminar-se pelo organismo, causando inflamação dos vasos sanguíneos do corpo todo. Em decorrência disso, há o surgimento de ulcerações, púrpuras e pápulas na pele que se espalham pela mesma, deixando graves cicatrizes. Na maior parte dos casos também há acometimento renal, que varia desde uma discreta lesão a uma insuficiência renal, o que leva à hipertensão e sintomatologia decorrente da uremia.

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Em muitos casos, o único órgão acometido por esta doença são os pulmões, podendo haver formação de granulomas pulmonares, o que leva à dispnéia.

O diagnóstico é obtido com base na história clínica, nos achados do exame físico, de imagem (radiografia e tomografia), anátomo-patológicos e positividade do cANCA, que consiste em um anticorpo anticitoplasma de neutrófilo, que muitos pesquisadores acreditam ser altamente específico para a granulomatose de Wegener, apresentando 98% de especificidade com sensibilidade variando entre 34 a 92%.

O tratamento desta moléstia é feito com o uso de fármacos imunossupressores. A droga de eleição é a ciclofosfamida, administrada na dose de 2 mg/Kg/dia, por via oral, em associação com os glicocorticóides, sendo a prednisona a mais utilizada, no dose de 1 mg/Kg/dia. Estes fármacos são responsáveis por controlar a doença, diminuindo a reação imunitária inadequada do organismo.

Fonte: InfoEscola

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