Ingerir Suplemento de Condroitina reduz o risco de morte!

O enxofre é o principal tópico da entrevista com Stephanie Seneff, pesquisadora sênior no MIT, e também um dos três minerais mais abundantes no corpo humano. De acordo com um estudo epidemiológico da Universidade de West Virginia, a suplementação com sulfato de glicosamina pode reduzir a mortalidade geral tanto quanto a prática regular de exercícios. O mecanismo subjacente pode estar relacionado ao enxofre.

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As pessoas que tomam suplementos de glicosamina diariamente apresentam uma mortalidade geral reduzida na mesma proporção de pessoas que praticam exercícios com regularidade, de acordo com as descobertas de um grande estudo epidemiológico por pesquisadores da Universidade de West Virginia. Dana King, a principal autora, é do departamento de medicina de família na Universidade de West Virgina.

Em parceria com um analista de dados, avaliaram as informações de 16.686 adultos que tinham participado na pesquisa National Health and Nutrition Examination Survey. Os resultados eram de 1999 a 2010, e os dados foram mesclados com os números de mortalidade de 2015.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que tomavam suplementos de glicosamina/condroitina todos os dias por pelo menos 1 ano ou mais tinham uma chance potencial reduzida em 39% de mortalidade por todas as causas e 65% de redução na mortalidade relacionada a eventos cardiovasculares.

Para isso, os pesquisadores fizeram o controle de uma variedade de fatores que podem confundir, como idade, nível de atividade e tabagismo.

Quando descobriu que os ciclistas com quem andava nos fins de semana tomavam esse suplemento, King passou a ter um interesse na glicosamina e na condroitina. Os dados podem não demonstrar conclusivamente a redução da probabilidade de morte, uma vez que os dados são de um estudo epidemiológico, não de um teste clínico, como afirma King. Porém, ele comenta:

"Isso significa que, quando um dia você sair do trabalho às cinco da tarde, você poderia simplesmente faltar a academia e tomar um comprimido de glicosamina em vez disso? Não é o que estamos dizendo. Mas também nos intriga o fato de que tomar um comprimido seja benéfico.

O impacto é significativo quando tudo é levado em consideração. É importante que as pessoas saibam dessa descoberta para que possam discutir com seus médicos e fazer uma escolha informada, no meu ponto de vista. A glicosamina tem alta disponibilidade por ser isenta de prescrição."

Os resultados desse estudo apoiam pesquisas anteriores publicadas no BMJ. Para determinar se havia alguma associação entre o uso da glicosamina e a redução de risco de doenças cardiovasculares, os pesquisadores conduziram uma pesquisa com 466.039 participantes sem doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores descobriram que houve um "risco consideravelmente menor" de 9% a 22% para todas as aferições de desfecho, após ajuste dos fatores passíveis de causar confusão, como idade, índice de massa corporal, ingestão nutricional, sexo e uso de drogas.

As aferições de desfecho consistiam em eventos de doenças cardiovasculares, doença coronariana e AVC em pessoas que faziam a suplementação com glicosamina diariamente. As descobertas apoiam estudos anteriores que haviam demonstrado uma relação inversa entre a suplementação com glicosamina e o risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.

Eles também descobriram algo interessante: os participantes que eram fumantes ativos tiveram maior redução em doenças cardiovasculares do que aqueles que haviam sido fumantes no passado ou que nunca fumaram na vida. Sua teoria era que os fumantes tinham um maior nível de inflamação e que a glicosamina está associada com uma redução na proteína c-reativa, um marcador da inflamação sistêmica.

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A deficiência de enxofre pode contribuir para diversas condições

A opinião de que "a maior parte dos produtos com sulfato de glicosamina disponíveis no mercado" pode ter um fator de contribuição por satisfazer a deficiência em enxofre, uma vez que contêm sulfato, também é um dos resultados da publicação.

Os cientistas estão cientes que deficiências de nutrientes podem induzir diversos problemas de saúde. Uma pesquisa que analisou quanto enxofre encontra-se disponível na alimentação concluiu que "uma porção significativa da população, incluindo uma porção desproporcional dos idosos, pode não estar ingerindo enxofre suficiente".

De acordo com uma publicação no periódico American Heart Association, "os micronutrientes são cofatores necessários para o metabolismo cardíaco normal, e suas deficiências implicam no desenvolvimento e progressão falha cardíaca".

A hipótese proposta por Seneff é que a aterosclerose é o resultado de uma deficiência de sulfato no colesterol. A aterosclerose pode ser explicada como uso de placas pelo organismo para reabastecimento do colesterol e do sulfato para a microvasculatura, de acordo com a proposta. O risco de pressão alta e a formação de coágulos no sangue pode ser elevado pela insuficiência de sulfato.

Como o enxofre pode ser encontrado em diversos alimentos e a maioria das pessoas presume que sua alimentação posse suprir as necessidades mínimas diários, Seneff chama a deficiência de enxofre de "uma deficiência negligenciada". Ovos, alho, cebola e verduras são excelentes fontes alimentares. Oleaginosas, carne de vacas terminadas a pasto e frutos do mar também contêm enxofre.

No entanto, a deficiência do solo cria um deficit em frutas e vegetais, e isso pode contribuir, em parte, para a deficiência de enxofre. A deficiência em enxofre está relacionada a um aumento nas taxas de obesidade e está associada ao metabolismo da glicose e doenças cardiovasculares, de acordo com a teoria.

A deficiência em cisteína e glutationa, dois aminoácidos quem contêm moléculas de enxofre, pode ser a causadora de distrofia muscular devido a doenças como HIV, septicemia, síndrome do cólon irritado e sobretreinamento esportivo.

Fonte: Mercola



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