Estes Sinais podem salvar a sua vida: Conheça os Sintomas iniciais de Linfoma!

O linfoma é um tipo de câncer relacionado ao sistema linfático no qual há o desenvolvimento de um tumor devido ao crescimento anormal e descontrolado de linfócitos problemáticos.

Devido ao fato de que o sistema linfático está relacionado a muitos órgãos, bem como ao nosso sistema imunológico, os tumores podem se espalhar em diferentes partes do corpo. O linfoma abrange uma variedade de cânceres específicos, sendo que duas categorias se destacam como mais comuns: Hodgkin e não-Hodgkin.

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O sistema linfático fabrica e circula a linfa por todo o corpo, um líquido orgânico, claro e aquoso que contém linfócitos e glóbulos brancos. Ao longo desta rede, existem também os linfonodos, que são órgãos na forma de um caroço de feijão e estão agrupados no pescoço, axilas, virilha e abdômen.

Quando o corpo está combatendo infecções podem inchar ou tornarem-se sensíveis. O conhecimento popular, de alguns estados do Brasil, chama esses inchaços, especialmente na virilha, de “ínguas”.

Quando há caso de câncer e as células cancerosas não param de crescer, elas danificarão outros sistemas do corpo. As causas do linfoma são, em grande parte, um mistério para a medicina. Assume-se que possa estar relacionado a predisposição genética, ou pode ser causado por um gatilho ambiental, como a poluição, por exemplo. No entanto, não há evidências científicas suficientes para apoiar uma resposta definitiva.

Tem sido demonstrado que alguns linfomas não-Hodgkin do trato digestivo, como tecido linfático associado a mucosa, podem ser causados por uma infecção da bactéria Helicobacter pylori – aquela famosa bactéria que gera gastrite e ataca o estômago em milhões de pessoas, gerando azia e queimação. Além disso, parece haver também uma ligação com o vírus chamado Epstein-Barr e a realocação de genes, em algumas formas de linfoma de Burkitt.

Conheça os sinais importantes que você precisa ficar atento!

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Linfoma não-Hodgkin

Enquanto o linfoma de Hodgkin é uma forma rara de câncer, o linfoma não-Hodgkin na verdade não é uma doença única, mas sim um grupo de pelo menos 60 cânceres relacionados que afetam os linfócitos. Embora todos compartilhem características comuns, eles podem ser diferenciados por meio de análises microscópicas, que avaliarão aspectos genéticos, ou de acordo com onde e como crescem. Essa avaliação determinará qual o melhor tratamento para o paciente.

Essa forma de câncer costuma afetar, na grande maioria, homens com mais de 50 anos, embora mulheres, crianças e adultos jovens não estejam imunes.

Os sintomas aqui são semelhantes aos de outras doenças, sendo o mais comum o inchaço doloroso nos linfonodos, especialmente virilhas. Enquanto alguns pacientes experimentam febre, calafrios, suor exagerado (principalmente à noite), fadiga, perda de apetite ou perda de peso e durante o exame médico, pode ser percebido o baço aumentado.

Em alguns casos, é possível que a doença seja descoberta somente durante um exame médico "de rotina" ou enquanto o paciente esteja sob tratamento de uma condição não relacionada.

Geralmente não há dor envolvida, especialmente quando o linfoma está no estágio inicial de desenvolvimento (o que é um problema). É muito importante que sintomas persistentes sejam avaliados por um médico, uma vez que só ele poderá confirmar ou excluir a existência de um linfoma. Ele realizará um exame físico inicial à procura de nódulos sob o queixo, pescoço, amígdalas, cotovelos, axilas e virilha. Também poderá procurar por inchaços ou acúmulo de líquidos no tórax ou abdômen.

Linfoma de Hodgkin

Menos recorrente do que o primeiro, ele também é composto por diferentes tipos de cânceres. Essa classificação se dá de acordo com as células envolvidas e o comportamento que exercem. Embora não tenham causas conhecidas, pode ser que esteja relacionado quando os linfócitos B, uma célula de defesa, sofre mutação em seu DNA.

O linfoma de Hodgkin é mais frequentemente diagnosticado em pessoas (a maioria homens) entre os 15 e 35 anos, ou acima dos 55. De fato, pessoas com histórico da doença na família tem maior risco de desenvolvê-lo.

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Os sintomas associados incluem inchaço nos gânglios linfáticos, fadiga persistente, febre e calafrios, sudorese noturna, perda de peso, tosse, dificuldade para respirar, dores no peito, perda de peso, prurido intenso, maior sensibilidade aos efeitos do álcool e dor nos nódulos linfáticos após a ingestão de bebidas alcoólicas.

À medida que os linfomas progridem e os linfócitos cancerosos se espalham, o corpo perde a capacidade de combater infecções, podendo confundir os sintomas com os de muitas outras doenças – até mesmo com gripe e resfriado. Sendo assim, ao avaliar os primeiros sinais, não hesite em procurar ajuda médica.

Nunca hesite, nunca deixe para depois. Sempre que existir qualquer dúvida, sempre procure um médico. Sempre! O tempo é crucial e pode salvar sua vida.

Fonte: Jornal Ciência



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