Deve-se RESPIRAR pela Boca ou pelo Nariz durante o Exercício?

Não precisamos pensar para respirar durante o exercício. Esta afirmação caracteriza uma orientação que sempre vale a pena repetir. A respiração é um mecanismo regulado por um sistema de controle extremamente complexo e eficiente.

Entretanto, muitas pessoas ainda acreditam que seria necessária uma orientação para “respirar certo” durante um exercício como uma caminhada ou uma corrida.

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Essa dúvida gera maior controvérsia ainda quando a questão passa a ser o respirar pelo nariz ou pela boca.

A fisiologia da respiração ensina que a resistência à passagem do ar inspirado é muito maior quando a respiração ocorre somente pelas fossas nasais, o que inviabiliza a respiração só pelo nariz quando atingimos intensidades mais elevadas de exercício.

Inegavelmente, a respiração só pelo nariz traz benefícios que a respiração bucal não proporciona, principalmente a filtração e o aquecimento do ar inspirado.

O que podemos constatar com facilidade é que quando estamos realizando um exercício de baixa intensidade, como uma caminhada moderada, naturalmente vamos respirar só pelo nariz. Se aumentarmos a intensidade do exercício, passando a correr, por exemplo, naturalmente vamos passar a respirar também pela boca.

Um estudo recente investigou o mecanismo e as repercussões dessa transição. Os investigadores constataram que enquanto respiramos só pelo nariz, gastamos menos energia com a respiração, o que caracteriza uma respiração mais eficiente, além dos benefícios da filtragem e do aquecimento do ar.

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Porém quando a intensidade do exercício ultrapassa um certo limite crítico que varia de indivíduo para indivíduo, a resposta natural e independente de controle voluntário é passar a respirar também pela boca. Se o individuo voluntariamente interferir nesse padrão, vai estar introduzindo um fator de erro que terá como repercussão um prejuízo na produção de energia, ou seja, prejuízo de desempenho.

Novamente concluímos que a natureza é soberana. Não pense para respirar!

Referência:
International Journal of Kinesiology & Sports Science ISSN 2202-946X Vol. 5 No. 1; January 2017.

Fonte: Eu Atleta



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