Criança arranhada por Gato quase morre de "Síndrome de Choque Tóxico". Entenda!

Já é comprovado pela ciência que a interação entre crianças e pets é capaz de trazer muitos benefícios para o bem estar de ambos. Porém, o contato entre humanos e animais pode ser perigoso quando se trata de infecções e outras doenças. Para evitar problemas mais sérios, é preciso estar sempre atento a qualquer comportamento estranho do organismo e sempre procurar um médico o quanto antes.

A dica parece simples, mas se os pais não tivessem agido rápido, uma garota de apenas 3 anos poderia ter morrido por choque tóxico.

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A criança, que vive em Taunton, cidade localizada no estado norte-americano de Massachussets, brincava com o gato da família quando foi arranhada em uma de suas feridas causadas pela catapora. O contato do felino com o machucado causou uma infecção grave em Lilanna Batstone.

Kelly Batstone, mãe da menina, percebeu um inchaço em seu pescoço logo depois de vê-la brincando com o animal de estimação. Apesar de estar atenta às feridas de catapora da filha e à coceira que ela sentia, Kelly não tinha notado nada que chamasse tanta atenção como o nódulo no pescoço.

"Mesmo com catapora ela continuava brincando e correndo pela casa. Eu achei que estava saudável. Foi enquanto ela brincava com nossa gatinha, a Chanel, que encontrei umas manchas vermelhas no pescoço de Lilanna com a marca das garras da gata”, conta a mãe.

No início, Kelly achou que poderia ser uma irritação natural da doença. Mas poucas horas depois, quando ela já havia colocado a filha para dormir, a criança acordou com dor, pedindo ajuda dos pais.

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“Quando olhei seu pescoço, o nódulo já havia crescido bastante e estava do tamanho de uma moeda. Percebi que era uma infecção muito ruim ou algo assim e eu disse ao meu marido que precisávamos leva-la ao hospital”, lembra a mãe.

O episódio aconteceu no mês passado, em 29 de outubro. Ao chegar ao pronto-socorro, a criança, que até então não estava apresentando nenhum outro sinal físico que demonstrasse o problema, começou a vomitar e seu corpo começou a perder sinais vitais.

"Foi realmente assustador. Os médicos pegaram minha filha e tentaram obstruir alguma veia, mas não conseguiam e ela começou a desenvolver diversas erupções cutâneas em todo o corpo”, conta Kelly.

Os especialistas levaram cerca de uma hora para estabilizar a paciente, com a ajuda de fluidos e antibióticos. Depois disso, os médicos diagnosticaram Lilanna com síndrome de choque tóxico, uma condição causada por uma infecção bacteriana, capaz de liberar toxinas nocivas.

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Atenção aos sintomas

“Até então, o que eu sabia sobre essa condição era baseado no que havia lido em embalagens de absorventes internos", afirmou a mãe da menina.

A síndrome geralmente está associada ao uso prolongado de absorventes internos (sem respeitar a troca a cada seis horas), mas essa não é a única forma de contaminação. Infecções de pele, como erisipela e celulite bacteriana, ou complicações em cirurgias também podem causar a condição.

Provocada pela bactéria Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes, a doença pode afetar homens, mulheres e crianças. E os principais sintomas são: febre alta, pressão sanguínea baixa, confusão mental, tontura, dor de cabeça, vômitos, diarreia, dores musculares, vermelhidão nos olhos, boca e garganta.

Por ser uma patologia que age rápido no organismo e pode ser letal, é preciso que o encaminhamento ao hospital seja feito com urgência. O tratamento, quando diagnosticado prontamente, é feito a partir de antibióticos e geralmente envolve internação. No entanto, em casos mais graves, é possível que a pessoa vá a óbito.

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Essa reportagem não tem nenhum intuito de assustar ou causar desconforto às pessoas que tem um gato em casa. Muito pelo contrário, apenas serve como um alerta importante para que se fique atento à essa possibilidade de doença. É um alerta! O contato com gatos, ou pets em geral, são muito benéficos para o bem estar e saúde geral, como já foi atestado por vários estudos.

Fonte: Saúde IG



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