Consumir a própria Placenta em cápsulas! Será que essa prática faz bem?

A prática, que ainda divide a opinião de especialistas, já foi adotada por muitas mamães famosas, como Kim Kardashian, Bela Gil, Mayara Cardi e a atriz Fernanda Machado. Mas afinal, comer placenta faz bem à saúde?

Antes de mais nada, é preciso entender que a placenta é um órgão formado na gestação para nutrir e fornecer oxigênio ao bebê. Exatamente por conta de sua função, ela é muito rica em diversos nutrientes e hormônios, como a ocitocina, vitaminas, ferro e outros sais minerais.

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De olho nessa concentração de substâncias, muitas mamães acreditam que ingeri-la após o parto traz uma série de benefícios para sua própria saúde. E a prática ganhou o aval de diversos profissionais da área da saúde que desenvolveram um processo de encapsulamento de placenta para quem quer consumi-la de forma segura.

A transformação da placenta em cápsulas geralmente é feita após o cozimento e ressecamento do órgão, ação que retira qualquer cheiro ou gosto desagradável. No entanto, algumas mamães preferem ingeri-la in natura, crua ou cozida, junto com outros alimentos.

Benefícios da placenta em cápsula

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Os defensores do consumo de placenta após o parto acreditam que o ferro e os hormônios presentes em sua composição são capazes de acelerar a involução uterina (diminuição do tamanho do útero), além de amenizar cólicas, auxiliar na produção de leite e diminuir as chances de a mulher desenvolver depressão pós-parto.

Por outro lado, o ginecologista e obstetra Rodrigo da Rosa Filho, da clínica Mater Prime, de São Paulo, afirma que ainda não existem estudos que comprovem os benefícios da prática. Mas ele explica que o ferro presente no órgão pode, de fato, ser absorvido pelo organismo da mãe.

De acordo com o médico, o mesmo não se pode afirmar sobre os hormônios, já que não é possível saber se eles podem ser aproveitados ou se são digeridos antes de ter a ação esperada. Independente disso, ele diz que não há contraindicação e que o desejo da mulher deve ser respeitado.

Como são feitas as cápsulas de placenta?

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Para que a placenta seja comestível sem oferecer qualquer risco à saúde, ela deve ser refrigerada logo após a expulsão. O tempo máximo de conservação até o processamento do órgão é de 48 horas, intervalo suficiente para a mãe se recupere do parto e tenha alta hospitalar.

Após esse período, profissionais qualificados vaporizam e desidratam adequadamente a placenta, em um processo que demora entre 10 e 12 horas. Em seguida, ela é triturada e encapsulada para o consumo diário da mulher.

Uma vez prontas, as cápsulas devem ser mantidas preferencialmente no congelador. Isso porque elas são livres de conservantes artificiais e podem se deteriorar em ambientes inadequados. Se você quiser aderir à prática, lembre-se de falar antes com seu médico.

Fonte: Vix.com



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