Como funcionarão os Testes da VACINA de Oxford contra a Covid-19 no Brasil!

Dois mil brasileiros participarão dos testes da vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. A aprovação do procedimento por parte da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi anunciada no Diário Oficial na última terça-feira (02).

Esta será a terceira fase de testes do medicamento, cuja fórmula é baseada na vacina utilizada em chimpanzés para a prevenir a contaminação pelo adenovírus ChAdOx1. Segundo os cientistas, a glicoproteína spike (ou "de pico") do novo Sars-CoV-2 foi adcionada ao material genético de uma versão enfraquecida do microrganismo. O intuito da equipe é promover uma resposta imune à proteína, criando anticorpos capazes de proteger quem foi vacinado de ser infectado pelo novo coronavírus.

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Para avaliar se a droga protege contra o Sars-CoV-2, os pesquisadores dividirão os voluntários em dois grupos: um que receberá a vacina e um que receberá placebo. Estas pessoas, que não saberão a qual grupo pertencem, serão acompanhadas nas semanas seguintes para que os cientistas possam monitorar possíveis efeitos colaterais e a taxa de infecção pelo novo coronavírus.

Como explicam os especialistas, para que o teste seja efetivo, os voluntários têm que entrar em contato com o Sars-CoV-2. Entretanto, como expor as pessoas deliberadamente a uma doença que pode ser mortal seria antiético, os participantes da pesquisa serão necessariamente trabalhadores que estão na linha de frente do combate à Covid-19 — nesse grupo, a exposição ao microrganismo e as chances de desenvolver a doença já são altas.

Em São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No Rio de Janeiro, a Rede D’Or São Luiz é a responsável.

"O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos", afirmou Lily Yin Weckx, médica e coordenadora do Crie-Unifesp, em declaração à imprensa.

Fonte: Revista Galileu



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