"Colesterol": Nova Medicação aos que NÃO podem tomar Estatinas!

O tratamento do colesterol é feito através de medicações, principalmente as conhecidas como estatinas. Mas, apesar de reduzirem os níveis da doença no organismo em até 50%, o remédio apresenta efeitos colaterais debilitantes, incluindo dores musculares, o que pode impedir a adesão ao tratamento tradicional.

Por causa disso, cientistas decidiram desenvolver uma nova substância capaz de combater o colesterol que pudesse ser usada como terapia alternativa, especialmente para aqueles que não conseguem ou não podem utilizar estatina.

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Com o nome científico de ácido bempedóico, a nova medicação traz os mesmos benefícios, como reduzir o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC), sem causar tantos efeitos colaterais.

De acordo com a equipe do Imperial College London, na Inglaterra, responsável pelos testes clínicos do remédio, o ácido bempedóico impede que o corpo crie blocos de construção do colesterol, e com isso, reduz os níveis da doença em 18%. Ainda que seja um valor menor se comparado às estatinas, os pesquisadores afirmam que o medicamento é seguro e produz menos efeitos colaterais, além de poder ser utilizado como opção complementar.

Os resultados do estudo foram publicados nesta quinta-feira no periódico The New England Journal Of Medicine.

O estudo

Para testar a eficácia do ácido bempedóico, a equipe inglesa recrutou 2.230 pacientes com doenças cardiovasculares ou colesterol genético que já tomavam algum medicamento para tratar a doença (principalmente estatinas). Essas pessoas foram divididas em dois grupos: 1488 foram colocados no grupo que receberia a nova substância, enquanto 742 tomaram placebo. Os pacientes foram acompanhados durante 52 semanas. Ao final do estudo, concluiu-se que o medicamento cumpria a sua função de reduzir o colesterol – ainda que em proporção menor que as estatinas. “Reduzir os níveis de colesterol é fundamental para diminuir o risco de ataque cardíaco e AVC, principalmente para aqueles com uma doença cardíaca".

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Apesar disso, os especialistas não descartaram a existência de efeitos colaterais próprios, mas ressaltam que a taxa de pessoas que os relataram foi semelhante tanto entre o grupo tomando a medicação quanto para os que ingeriram placebo (sem qualquer substância farmacológica na composição), embora tenha sido ligeiramente mais elevado para o ácido bempedóico. Nesse grupo, o efeito mais comum foi a gota – uma forma de artrite que caracterizada por dor intensa, vermelhidão e sensibilidade nas articulações. Por causa disso, os pesquisadores orientam que essa questão seja resolvida entre médico e paciente, que devem analisar benefícios e riscos individuais.

Segundo a equipe, mesmo com os efeitos colaterais, a atuação da substância se restringe apenas ao fígado, sem atingir os músculos e, portanto, não causa dores musculares.

Ainda assim, o novo medicamento não estará disponível no mercado pelos próximos anos já que novos testes podem ser solicitados antes que órgãos de saúde ao redor do mundo possam checar os dados e aprovar a comercialização.

Fonte: Veja.com



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