Chás e Frutas CONTRA o Câncer tem ação confirmada em estudo com 50 mil pessoas!

Maçãs e chás podem fazer parte de qualquer dieta saudável, pois são leves e contribuem para a saciedade. Além dessas vantagens, há indícios de que ajudam a proteger o corpo de doenças graves, segundo cientistas australianos.

Os pesquisadores analisaram dados relacionados à alimentação de mais de 50 mil pessoas e observaram que esses e outros produtos ricos em FLAVONOIDES — compostos encontrados em alimentos e bebidas à base de vegetais — contribuem para proteção do câncer e de enfermidades cardíacas.

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As descobertas foram publicadas na última edição da revista especializada Nature Communications.

Em um trabalho anterior, a equipe descobriu que o consumo de moderado a alto de flavonoides estava associado a menor risco de mortalidade em indivíduos com pelo menos um fator de estilo de vida pouco saudável (tabagismo, alto consumo de álcool, nenhum exercício regular ou obesidade). “Em uma sociedade em envelhecimento, dietas que buscam reduzir o risco de mortalidade são extremamente importantes. Queríamos confirmar esse dado em uma corte maior, seguido por um longo período de tempo”, conta Nicola Bondonno, uma das autoras do estudo e pesquisadora da Universidade Edith Cowan.

Os cientistas debruçaram-se sobre dados de um estudo dinamarquês chamado "Dieta, câncer e saúde", em que foram analisados 53.048 voluntários ao longo de 23 anos. “Dada a grande população desse trabalho e o número relativamente grande de óbitos, pudemos observar as associações entre a ingestão de flavonoides e a mortalidade em subgrupos com maior risco de mortalidade precoce: fumantes e consumidores de quantidade elevadas de álcool”, detalha Nicola Bondonno.

De uma forma geral, a equipe descobriu que as pessoas que habitualmente consumiam quantidades, de moderadas a altas, de alimentos ricos em flavonoides eram menos propensas a morrer de câncer ou doenças cardíacas. Cerca de 500mg de flavonoides totais por dia eram o suficiente.

“Curiosamente, descobrimos que você não precisa comer níveis extremamente altos desses compostos para receber um benefício. Na verdade, se você comer alguns tipos de frutas e verduras, beber uma ou 2 xícaras de chá por dia e, talvez, tomar um pouco de chocolate amargo, receberá o máximo de benefício possível desses compostos”, detalha a cientista.

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Considerando os voluntários com alto risco de doenças crônicas devido ao tabagismo ou a ingestão de álcool, a ação protetiva foi ainda mais significativa. “Descobrimos que o efeito protetor dos flavonoides foi mais forte para fumantes e pessoas que consumiam mais do que as duas bebidas padrão (porção de 300 ml) recomendadas por dia. Esses indivíduos correm um alto risco de doenças cardíacas e câncer e parecem se beneficiar mais de uma dieta rica em flavonoides”, frisa Nicola Bondonno.

Vícios

Apesar da constatação, a pesquisadora ressalta que o ideal para manter uma boa saúde é se livrar de vícios. “Também é importante notar que o consumo de flavonoides não neutraliza todo o risco aumentado de morte causada pelo fumo e pelo alto consumo de álcool. De longe, a melhor coisa a fazer pela sua saúde é parar de fumar e manter o consumo de álcool abaixo das duas bebidas padrão recomendadas por dia”, adverte.

Segundo os autores, os dados obtidos podem ser de grande ganho para a prevenção de problemas de saúde, especialmente em pessoas com alto risco de doenças crônicas. “A inflamação subjacente e o estresse oxidativo podem aumentar o risco de doenças cardíacas e câncer. Os flavonoides foram vistos como redutores dos níveis de inflamação e estresse oxidativo, e pensamos que pode ser por isso que as pessoas que seguem uma dieta rica nesses compostos tenham menor risco de doença cardíaca e câncer”, explica Nicola Bondonno.

A autora chama a atenção também para a importância de ingerir o composto de forma variada. Ela sugere a seguinte combinação: 1 xícara de chá, 1 maçã, 1 laranja, 100g de mirtilos e 100g de brócolis. “Juntos, eles têm uma ampla gama de compostos, mais de 500mg de flavonoides totais”, justifica.

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A pesquisa terá continuidade, e a equipe planeja focar na determinação de quais tipos de flavonoides são mais protetores de doenças cardiovasculares e cânceres.

Fonte: Correio Braziliense



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