"Bucha Vegetal": Opção Sustentável para substituir a Esponja Sintética na Lavagem da Louça!

Após prepararmos almoço, lanche ou jantar, por mais preguiça que exista, é necessário lavar a louça. A principal "companheira" nesses momentos é a esponja sintética, objeto que permanece em contato direto com germes e bactérias concentradas na pia e que são transmitidas diretamente para nós pelo contato com a esponja.

A duração da esponja não deve ultrapassar 2 semanas, sem contar que o material é de difícil reciclagem, pois é composto por um plástico chamado poliuretano, um tipo de plástico derivado do petróleo. Então, qual a solução? Ela é talvez mais conhecida que a esponja sintética. Trata-se da bucha vegetal.

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Diferentemente da outra opção, a bucha é uma planta cujo nome científico é Luffa cylindrica, é nativa de regiões tropicais. Pode ser cultivada para usos medicinais e algumas variedades chegam a atingir 1,2 metro. Ela é da família das cucurbitáceas, mesma do pepino e da melancia e é uma trepadeira que gosta, durante seu cultivo, de muita luz solar.

Uma característica importante da bucha é o seu fornecimento de esponja fibrosa, que é muito útil na higiene pessoal e limpeza geral.

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Se você cultivá-la em sua casa, basta retirar a sua casca e sementes, molhá-la com água e deixá-la secar por um tempo. Após isso, ela estará pronta pra lavar a louça.

Vantagens

E não é só por esses motivos que a bucha é melhor do que a sintética. São muitos os benefícios da bucha vegetal, não só para o meio ambiente mas também para sua casa. Ela também é mais eficiente porque limpa as louças tão bem quanto a esponja industrialmente fabricada e tem a grande vantagem de não riscar a louça. É mais barata (se for comprada em feiras e mercados locais) e ainda rende mais, pois pode ser cortada em pedaços e dura cerca de 1 mês. Muito mais higiênica, já que demora mais para desenvolver fungos e bactérias e tem descontaminação muito simples e prática.

Usando a bucha, você também incentiva os pequenos agricultores que produzem a planta e preserva o uso dos materiais plásticos para utilidades mais nobres do que ser matéria-prima de um objeto contaminante, de curtíssima vida útil.

Não menos importante que sua funcionalidade, ao contrário da esponja sintética, a bucha é biodegradável e não deixa resíduos durante a sua decomposição Ela também pode ser compostada. Mas preste atenção no processo da compostagem porque ela só deve se dar via a compostagem seca. Se for para a vermicompostagem, as minhocas que realizam o trabalho de decomposição do lixo orgânico podem ser contaminadas por resíduos de detergente ou sabão que tenham permanecido na bucha.

Caso você tenha problemas com aquelas crostas difíceis de sair, junte a bucha com a lã de aço, uma outra alternativa para a lavagem de louças, pois se trata de um material que se decompõe com mais facilidade ao oxidar-se, com danos menos significativos ao meio ambiente do que as esponjas sintéticas de poliuretano.

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Colocando a bucha na sua rotina, você vai produzir menos lixo, economizar na compra de esponjas e se não quiser mais comprar, você tem a possibilidade de cultivar ela em sua casa.

Veja como cultivar sua própria bucha vegetal. Vídeo mostra como é feita a colheita da bucha vegetal.

Mas é preciso ter cuidados!

Em pesquisa nos Laboratórios Clínicos de Microbiologia do Hospital Monte Sinai de Nova Iorque (EUA), três médicos perceberam que deixar a esponja em ambiente úmido, como o dos nossos banheiros e cozinhas, causa a proliferação de bactérias, algumas até perigosas (do gênero presente em infecções hospitalares).

Para os leitores com doenças ligadas à imunidade, como lúpus, anemia, hemofilia, diabetes ou que estão em períodos pós-cirurgia, vale prestar atenção!

Esponjas ainda não utilizadas, porém umedecidas, apresentam colônias esparsas de bactérias em forma de bacilos e estafilococos que, se não higienizadas, evoluem para uma flora de bactérias chamadas Gram-negativas, resistentes a antibióticos e às defesas do organismo humano.

A bactéria que mais gostou do ambiente úmido, fibroso e cheio de células mortas da esponja foi a* Pseudomonas aeruginosa*, que costuma se instalar nos pulmões de quem anda com a imunidade bamba e daí parte para infecções maiores.

A segunda foi a Xanthomonas maltophilia, que também pode causar um bom estrago: pneumonias, endocardites, infecções urinárias e meningites. Mas calma, com a devida limpeza e cuidando da saúde, tudo isso pode ser evitado.

O principal é que você deixe a bucha secar completamente entre uma lavagem e outra, de preferência no sol, assim as bactérias não encontram um ambiente para se propagar. É importante também que a janela e a porta da cozinha fiquem sempre abertas - e se quiser um cuidado extra, lave sempre a esponja após limpar a louça.

Métodos de descontaminação não são mais recomendados. Colocar uma esponja no micro-ondas pode aumentar a quantidade de micro-organismos patogênicos.

Se a sua esponja estiver com uma cor diferente de quando você comprou, ou com um cheiro esquisito, ou mais gelatinosa que áspera, então não há nada a fazer fora trocar - tudo isso é indício de uma cultura muito populosa de bactérias. Compartilhe!

Fonte: Ecycle



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