Brasileiros criam Antisséptico Bucal que INATIVA Sars-CoV-2 em 96%!

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram o desenvolvimento de uma fórmula de antisséptico bucal capaz de inativar em 96% a proliferação do vírus Sars-CoV-2 , causador da Covid-19. A fórmula é baseada na tecnologia PHTALOX®, um composto criado inicialmente para o tratamento do mau hálito e para melhorar a saúde da gengiva.

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A pesquisa foi realizada pelo Centro de Pesquisa e Inovação da empresa DentalClean em parceria com quatro instituições públicas: Faculdade de Odontologia da USP em Bauru (SP), Instituto de Ciências Biológicas da USP, a Universidade Estadual de Londrina (PR) e o Instituto Federal do Paraná. O estudo é coordenado por Fabiano Vieira Vilhena, cirurgião-dentista sanitarista e pesquisador da USP, e contou com o envolvimento de 60 especialistas

De março a novembro, os pesquisadores concluíram seis etapas de estudo que envolveram 107 pacientes em testes laboratoriais, séries de casos e estudos clínicos randomizados triplo-cegos. Logo no primeiro mês, foi confirmada a ação virucida do produto, que, de uma fórmula fabricada para doenças gengivais, foi redirecionada para verificar sua eficácia na prevenção da transmissão do Sars-CoV-2.

“Inativar a transmissão do vírus da Covid-19 nas vias aéreas superiores do corpo humano é uma das formas mais eficazes de não avançar a doença para as vias respiratórias inferiores”, escrevem os cientistas. “O antisséptico é capaz de bloquear o vírus na cavidade oral (região da boca), impedindo-o que ganhe forças e avance para o restante do organismo.”

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Com o sucesso em testes, o produto, chamado Detox Pro, foi aprovado pela Anvisa em outubro e agora foi anunciado o início da produção em larga escala. “Começamos hoje a produção do primeiro lote desse produto, o antisséptico de 600 ml”, disse Giuliano Castro, gerente nacional de negócios da Dentalclean. “Para o primeiro trimestre de 2021, a estimativa de produção é de mais de 12 milhões de unidades nas categorias antisséptico, spray e gel dental.”

Conforme o aumento da demanda, a produção poderá ser aumentada. Para o desenvolvimento e pesquisa do produto, forma investidos R$ 10 milhões.

Fonte: Revista Galileu



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