Beber Água com FLÚOR na Gravidez pode afetar QI da Criança!

O flúor é bem conhecido por proteger os dentes contra cáries e é encontrado naturalmente em baixas concentrações tanto em água doce quanto em água do mar. Durante as décadas de 1940 e 1950, pesquisadores em saúde pública e autoridades governamentais em várias cidades ao redor do mundo adicionaram fluoreto à água potável pública, inclusive no Brasil.

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Agora, porém, um novo estudo publicado no respeitado JAMA Pediatrics está gerando controvérsias ao sugerir que a fluoretação está ligada à redução do QI em crianças, especialmente meninos cujas mães beberam água com flúor durante a gravidez.

Psicólogos e pesquisadores de saúde pública analisaram dados do programa de Pesquisa Materno-Infantil sobre Substâncias Químicas Ambientais, um estudo que começou em 2008 e coletou detalhes da vida de gestantes e seus filhos, como dieta, educação e até traços de chumbo e arsênico na urina.

Aproximadamente 40% das quase 600 mulheres viviam em cidades com água potável fluoretada e tinham um nível médio de fluoreto na urina de 0,69 miligramas por litro – quase o dobro do 0,4 miligrama de mulheres que moravam em cidades sem água com flúor.

Quatro anos depois de as mulheres darem à luz, os pesquisadores aplicaram a seus filhos um teste de QI adequado à idade e descobriram que, conforme os níveis de flúor urinário da mãe aumentavam 1 miligrama por litro, a pontuação de QI dos filhos (mas não das filhas) caiu cerca de 4,5 pontos.

Os pesquisadores explicam que controlaram variáveis como nível de escolaridade dos pais, peso ao nascer, consumo de álcool pré-natal e renda familiar, e também a exposição a substâncias tóxicas ambientais, como chumbo, mercúrio e arsênico.

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Os pesquisadores fizeram uma segunda coleta de dados com base nos relatos das mães sobre a quantidade de água encanada e chás com flúor que elas beberam durante a gravidez, e descobriram que um aumento de 1 miligrama por litro de flúor estava associado a uma queda no QI de 3,7 pontos em meninos e meninas.

Mas a pesquisa está recebendo críticas, já que o autorrelato é um método considerado menos confiável e com maior brecha para imprecisão. Os pesquisadores admitem que não sabem ao certo por que há uma discrepância entre os sexos. Eles suspeitam que meninos e meninas absorvem toxinas no útero de maneiras diferentes.

Os autores reconhecem as controvérsias do trabalho, mas esperam que ele contribua para que mais pesquisas sejam feitas.

“Não estamos dizendo que o flúor é veneno ou algo assim. Estamos apenas deixando os dados contarem a história", afirmou Rivka Green à Science Magazine.

Fonte: Revista Galileu



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