Antibiótico despejado na Natureza gera Superbactéria, alerta ONU

O uso intenso de antibióticos, além de tornar as pessoas cada vez mais resistentes, também gera superbactérias na natureza. É o que alerta o relatório Fronteiras 2017, lançado esta semana pela ONU Ambiente durante a terceira Assembleia Ambiental da ONU.

A liberação de resíduos hospitalares nos rios e no solo causa sua contaminação com bactérias e antibióticos, o que aumenta a resistência desses seres, gerando superbactérias.

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O estudo alerta para a possibilidade de estarmos desenvolvendo esses superbugs por ignorância e falta de cuidado, com sérias consequências para o futuro.

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Para cada 1 quilo de medicamento descartado no lixo comum ou no vaso, cerca de 450 mil litros de água são contaminados, segundo a Brasil Health Service.

"O material genético das bactérias muda muito rápido. E quando lançamos antibióticos no ambiente, aceleramos este processo", diz a cientista Jacqueline McGlade, uma das autoras do estudo. "Elas se tornam rapidamente resistentes, em velocidade muito maior do que a capacidade de desenvolver novos produtos."

Segundo o Fronteiras 2017, cerca de 700 mil mortes ao ano são causadas por resistência bacteriana. As infecções resistentes a medicamentos podem se tornar a principal causa de morte no mundo até 2050.

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"Somos obcecados em buscar máxima higiene nos hospitais, para não contaminar o paciente. Mas a água que lavou nossas mãos é depois lançada no ambiente, regará colheitas, bebemos esta água".

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O relatório também estima que o uso de antibióticos irá aumentar 36% neste século, sendo que só a medicação usada em rebanhos deve crescer 67% até 2030. No caso das criações de animais marinhos, a aquicultura, mais de 75% dos antibióticos utilizados podem se espalhar no ambiente.

Os pesquisadores envolvidos no Fronteiras 2017 veem na pesquisa de recursos naturais um caminho para amenizar esse problema. Outra questão importante é investir em saneamento público, o que reduz os riscos de contaminação.

Fonte: ECycle



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