Aja como se já tivesse Coronavírus!

Um novo estudo de colaboração internacional indicou que as pessoas que não demonstram nenhum sintoma do coronavírus (COVID-19) são possivelmente as que estão o espalhando mais.

Os pesquisadores criaram um modelo de transmissão e mostraram que esse tipo de propagação do vírus, chamado de “transmissão furtiva”, contribui muito para o rápido crescimento de casos.

covid-19-curvesv3

“A transmissão furtiva refere-se ao fato de que pessoas que apresentam sintomas leves e discretos ou são assintomáticas estão contribuindo bastante para a disseminação do vírus. O novo estudo sugere que dois terços dos casos podem ser transmitidos dessa maneira, de acordo com a modelagem matemática”, explicou Kirsten Hokeness, professora da Universidade Bryant (EUA) e especialista em imunologia, virologia, microbiologia e saúde humana.

Inclusive, o estudo sugere que pode haver 5 a 10 casos não detectados para cada 1 que conhecemos.

O que é um caso leve?

Se você não tem sintomas, não sabe que está infectado. Mas também pode ter sintomas leves e igualmente não notar que pode estar doente, como febre baixa imperceptível ou corrimento nasal sendo que você possui alergias. Isso é o que torna o COVID-19 tão “angustiante”.

“Essas pessoas podem ser rotuladas como infectadas, mas assintomáticas. Essas são as pessoas que podem infectar outras pessoas, e as outras ficam realmente doentes o suficiente para chegar aos hospitais”, disse Jagdish Khubchandani, professor de ciências da saúde na Universidade Estadual Ball (EUA).

Período de transmissão

52788814_303

Tem muita coisa que não sabemos sobre o COVID-19 ainda, mas é possível que pacientes infectados permaneçam infectados e com o poder de espalhar o vírus por um bom tempo.

O período de incubação do COVID-19, ou o tempo entre contraí-lo e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 5 dias.

Um estudo alemão cultivou o vírus em laboratório e descobriu algumas coisas importantes. Por exemplo, que indivíduos podem espalhar o COVID-19 logo depois de serem infectados, antes de qualquer sintoma aparecer. Além disso, ele fica transmissível por um longo período depois da infecção inicial.

No geral, os 5 primeiros dias são os mais infecciosos. O vírus continuava infeccioso, embora menos, até o oitavo dia de sintomas.

“No primeiro dia, que pode ser muito moderado para você, você já está produzindo muitos vírus ativos que são transmitidos pelas gotículas respiratórias e adquiridos diretamente por indivíduos suscetíveis ou capturados nas superfícies”, esclareceu Hokeness.

Ou seja: aja como se você já tivesse coronavírus!!!

imcol6-social-distancing

É por esse motivo que o distanciamento social é tão importante. Respeitar a quarentena e se isolar é a chave para evitar a propagação do vírus, criando uma barreira que protege as pessoas mais vulneráveis da comunidade.

“Isso é fenomenalmente importante para uma doença como o COVID-19, na qual não há imunidade natural na população e para a qual não existe vacina. Isso significa que a única maneira de o vírus deixar a população, em certo sentido, é infectar todos ou limitar a capacidade do vírus se espalhar de pessoa para pessoa”, argumentou Hokeness.

No momento, o melhor a se fazer é prestar a atenção a higiene, lavar as mãos com a maior frequência possível, evitar aglomerações e manter-se isolado o máximo que puder.

“Não aja como se nada estivesse acontecendo, continuando a se reunir e organizar encontros ou socializar. Quanto mais rápido podemos nos isolar e limitar o contato, mais rápido podemos fazer com que esse vírus desapareça, por assim dizer. Se ele não conseguir encontrar o próximo hospedeiro, nós o pararemos”, conclui Hokeness.

Fonte: Hypescience

Huffpost



Compartilhar no Facebook