Acha que teve Covid sem doença ou teste? Pode ser "thinkihadititis"!

Thinkihadititis é o mais novo “desejo de inconsciente coletivo” da sociedade americana relacionado à pandemia do covid-19. E, pelo que se percebe, o fenômeno, tal qual o vírus, está em escalada plena de contaminação também entre os brasileiros.

O termo batiza uma onda curiosa: o número impressionante, e cada vez maior, de pessoas nos Estados Unidos que, mesmo sem fazer qualquer teste, acreditam piamente terem se contaminado anteriormente com o coronavírus.

5ea09c1dcff47e00090b14f9_1450955028646-chsuqu_t_1587584032960_640_360_400

E, obviamente, terem também se imunizado sem qualquer sofrimento, no caso dos assintomáticos, ou no máximo com efeitos consideráveis mais que foram suportados e neutralizados pelo organismo, promovendo defesa neste momento de pico.

A thinkihadititis acaba de ser detalhada por veículos de comunicação americanos, entre eles o jornal The Washington Post. Trata-se, antes de tudo, de mais um daqueles casos de viés de confirmação, isto é, de algo em que se deseja acreditar acima de tudo, ainda que sem provas ou evidências confiáveis, para sentir maior conforto e brigar menos com os temores.

Acontece algo curioso com os convencidos da nova onda thinkihadititis: todos acreditam bem mais nas chances de já terem entrado em contato com o vírus do que na de vir a encontrá-lo futuramente. Caso típico de desejo transformado em crença.

“Recebi e-mails de milhares de pessoas dizendo: ‘estou convencido de que fui contaminado’”, declarou a Maura Judkis, do Post, o médico e professor associado de doenças infecciosas Eran Bendavid, pesquisador do covid-19 na universidade americana de Stanford.

361532632-scaled-e1587703165360-696x392

Fenômenos como o do thinkihadititis tomam corpo nas sociedades pela combinação de medo com fatores relacionados, sobretudo, ao desconhecimento gerado pelo ineditismo da situação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) não garante mais a imunidade a quem teve contato assintomático. Ao contrário: orienta todos a manterem as mesmas precauções. Ainda assim, é extremamente mais confortável acreditar (e as experiências até aqui confirmam) numa melhor recuperação no segundo contato com vírus, pela ação dos anticorpos.

Além disso, a quantidade incalculável de infectados assintomáticos não identificados em todo o mundo, aliada à imprecisão da suprema maioria dos testes de acesso para a população, inclusive a dos Estados Unidos atualmente, gera fantasias e desejos na cabeça das pessoas neste momento duro e sofrido por que passa a humanidade.

Fonte: Notícias R7



Compartilhar no Facebook