7 Coisas que Você precisa Perguntar à sua Mãe sobre a Saúde dela!

Se você quer avaliar o risco que corre de vir a sofrer toda uma série de doenças e condições de saúde, seus pais podem oferecer muitas informações que ajudarão os médicos a lhe indicar o tratamento correto. Isso se aplica especialmente à sua mãe e ao lado materno da árvore familiar.

Nem todos os problemas de saúde têm um componente genético, mas conhecer melhor o histórico de saúde materno pode ajudá-lo a ter um entendimento melhor de seu próprio corpo e traçar previsões para o futuro.

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Primeiro, porém, você terá que fazer as perguntas certas. Veja o que os profissionais de saúde sugerem que as pessoas perguntem às suas mães, o quanto antes, para terem uma ideia melhor de como poderá ser sua própria saúde futura.

1. "Como está sua saúde cardíaca?"

Às vezes é difícil falar da morte de uma pessoa querida, mas se uma pessoa de sua família tiver morrido inesperadamente, essa informação pode ter reflexos para sua própria saúde. É o que diz Nicole Harkin, cardiologista, especialista em lipidologia e professora clínica adjunta na New York University.

Harkin recomenda que você pergunte a seus pais sobre qualquer histórico de doença cardíaca, acidente vascular-cerebral ou a morte de algum membro da família com menos de 55 anos, no caso dos homens, ou 65, no das mulheres. Essas são consideradas mortes precoces, e seu médico deve tomar nota delas. Mas Harkin assinala que não é preciso entrar em pânico, mesmo que as notícias não sejam boas.

"Os fatores genéticos não são necessariamente indicativos do nosso destino, para muitos de nós", disse a médica. "É importante tomar conhecimento de qualquer histórico familiar importante e minimizar outros fatores de risco potenciais, adotando uma dieta e estilo de vida saudáveis."

2. "Como foi sua experiência com a menstruação e menopausa?"

Pode parecer um mito, mas na realidade é verdade que o ciclo menstrual de sua mãe está estreitamente ligado ao seu. Se sua mãe começou a menstruar mais tarde que a média, é provável que o mesmo tenha acontecido com você. Na meia-idade, é muito possível que seu ciclo siga o mesmo padrão que o de sua mãe na menopausa dela.

A obstetra e ginecologista Felice Gersh, diretora da clínica Integrative Medical Practice, em Irvine, Califórnia, disse que as mulheres também devem perguntar às suas mães se elas tiveram síndrome do ovário policístico (SOP), uma desordem hormonal. A SOP eleva suas chances de sofrer uma gama grande de problemas metabólicos, psiquiátricos, de fertilidade e de gravidez, segundo Gersh.

"A SOP é a disfunção endocrinológica mais comum entre as mulheres, e a incidência da síndrome é muito mais alta entre as filhas de mulheres que já apresentam a SOP que entre a média das mulheres", disse a ginecologista.

3. "Você teve problemas na gravidez ou no parto?"

A experiência vivida por sua mãe na gravidez pode proporcionar pistas importantes para prever sua própria saúde ginecológica e obstétrica, disse Daniel Roshan, obstetra e ginecologista de Nova York especializado em medicina materno-fetal de alto risco. Isso abrange possíveis problemas de fertilidade, parto, aleitamento e pós-parto.

"Muitas condições são genéticas", falou Roshan. "Para as pacientes gestantes, é recomendado que tomem conhecimento de como foi a gravidez de sua própria mãe e quaisquer complicações ou problemas que sua mãe possa ter enfrentado, como insuficiência cervical, trabalho de parto precoce ou abortos espontâneos recorrentes. Essas complicações podem indicar que a paciente corre risco maior."

4. "Você já teve câncer?"

Talvez você imagine que se sua mãe já teve algum tipo de câncer, você deve ter sabido disso. Mas ela pode ter tido um câncer pequeno e tratável quando você era criança ou até antes de você nascer, algo do qual nunca tenha falado com você. Laurie Jeffers, professora clínica assistente na Faculdade Rorey Meyers de Enfermagem da New York University, recomenda que você pergunte à sua mãe sobre qualquer histórico familiar de diferentes tipos de câncer.

"Muitas predisposições genéticas a sofrer cânceres femininos – ovário, de mama – podem ser transmitidos pelo lado da mãe ou do pai. É o caso da mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, responsável por até 15% dos cânceres de mama e ovários", disse Jeffers.

Os exames preventivos para detectar uma série de condições geralmente são feitos após os 50 anos de idade. Mas se você tem um histórico familiar de uma doença específica, pode ser recomendado fazer esses exames antes disso, segundo Niket Sonpal, professor adjunto na Faculdade Touro de Medicina Osteopática, em Nova York. Por exemplo, se você tiver um parente de primeiro grau – pai, mãe, irmão, irmã ou filho – que tenha tido câncer colorretal antes dos 60 anos ou dois parentes de primeiro grau que receberam esse diagnóstico em qualquer idade, deve começar a fazer exames para detecção precoce de câncer de cólon antes disso, geralmente a partir dos 40 anos de idade.

"A detecção precoce pode salvar sua vida. A existência de um histórico familiar significa que você corre risco mais alto da doença. Mas é bom lembrar que o fato de você apresentar um fator de risco, ou mesmo vários, não quer dizer que vá desenvolver a doença com certeza", disse Sonpal.

5. "Você tem enxaquecas?"

Dor de cabeça é algo que todos nós sofremos de vez em quando, mas a enxaqueca não é uma dor de cabeça qualquer. Geralmente acompanhada por vários outros sintomas como problemas de visão, náusea e sensibilidade à luz, a dor de uma enxaqueca pode durar horas e deixá-lo exausto por dias. Segundo a The Migraine Research Foundation (Fundação de Pesquisas sobre a Enxaqueca), a enxaqueca pode ser um mal de família: 90% das pessoas com enxaqueca têm histórico familiar do problema.

"Muitas pessoas não reconhecem suas dores de cabeça como sendo enxaquecas e assim sofrem com medicação incorreta ou insuficiente", disse Sonpal. "Saber que você tem histórico familiar pode ajudar você a ter acesso ao tratamento correto em menos tempo."

6. "Você tem algum problema de pele?"

Cuidar da pele envolve mais do que apenas fazer máscaras faciais. Para a dermatologista Tsippora Shainhouse, de Los Angeles, é importante conversar com sua mãe sobre a saúde da pele dela, incluindo pintas que ela pode ter extirpado ou quaisquer incidentes de câncer de pele.

"É importante saber se você tem histórico de melanoma em parentes de primeiro grau, incluindo pais ou irmãos", disse Shainhouse. "Se sim, faça um exame de pele anualmente, ou com mais frequência se apresentar lesões suspeitas em sua própria pele."

7. "Qual é seu histórico de saúde mental?"

Para muitas pessoas é e sempre foi dificílimo falar de saúde mental, mas é absolutamente vital ter essa conversa. Talvez sua mãe tenha enfrentado depressão ou outros problemas de saúde mental em algum momento da vida e ter se sentido incapaz de falar abertamente de seus sintomas. É hora de deixar de lado qualquer estigma ligado à discussão de questões de saúde mental e falar com sua mãe sobre essa parte importante de seu bem-estar geral.

"A saúde mental é uma parte importante de qualquer histórico médico completo", disse Jeffers. "Qualquer histórico de depressão, dependência química, ansiedade ou transtornos de humor é altamente relevante, já que esses problemas podem afetar não apenas o indivíduo, mas a família."

Como abordar esses assuntos

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Se você tem um bom relacionamento com sua mãe, pode ser relativamente fácil ter essa conversa com ela. Para outras pessoas, porém, essa discussão pode ser incômoda e potencialmente perturbadora.

A médica Mary Jean Vorwald, que atende pacientes pela Activate Healthcare, em Indianapolis, disse que há algumas dicas a ser seguidas para garantir que a conversa seja tranquila.

Comece por escolher uma hora e um local onde você e sua mãe possam conversar por cerca de uma hora de modo confidencial e sem interrupções. Explique a ela que é recomendado que você descubra tudo que puder sobre o histórico médico de sua família.

Vorwald recomendou que as pessoas não adiem essa conversa. Ela pode ser especialmente importante antes de você ter filhos, para que tome conhecimento de quaisquer doenças congênitas. E, finalmente, não se esqueça de retomar esse papo com sua mãe a cada cinco ou dez anos para ver se alguma coisa mudou.

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Fonte: Huffpost Brasil



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