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Você sabe o que é "Sepse"? Síndrome Mata mais de 360 mil Pessoas por Ano no Brasil

O Dia Mundial da Sepse é comemorado em 13 de setembro. A data serve para alertar que a síndrome continua a desafiar profissionais de saúde ao redor do mundo. Dados do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) mostra que só no Brasil são registrados 670 mil casos por ano e em 55% deles os pacientes morrem.

Muitas são as causas da alta incidência da doença no país, entre elas, o atraso no diagnóstico que é motivado não apenas pelo desconhecimento da população em relação à doença, mas também pelos profissionais de saúde.

A sepse é a inflamação generalizada do organismo contra uma infecção em qualquer parte do corpo. Se não descoberta rapidamente, essa inflamação leva a parada do funcionamento de um ou mais órgãos e o paciente corre risco de morrer. Pesquisa do ILAS, em parceria com o Instituto Datafolha e 134 municípios brasileiros, mostra que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre sepse.

Com o objetivo de difundir a informação sobre a doença, mais de 60 países vão realizar ações de conscientização em 13 de setembro. No Brasil, o ILAS vai distribuir material explicativo sobre a sepse em todas as unidades de terapia intensiva (UTI). Além disso, cinco capitais terão ações presenciais. Na ocasião, além dos folhetos explicativos, a população poderá esclarecer dúvidas com profissionais de saúde.

No mundo, estima-se o registro de cerca de 15 a 17 milhões de novos casos de sepse anualmente. Dados de estudos epidemiológicos coordenados pelo ILAS apontam que cerca de 30% dos leitos de UTI no Brasil são ocupados por pacientes com sepse grave.

Além disso, na última década, a taxa de incidência da doença aumentou entre 8% e 13% passando a ser responsável por mais óbitos do que alguns tipos de câncer, como o de mama e o de intestino.

Presidente do ILAS, Luciano Azevedo explica que esse aumento tem relação com o envelhecimento populacional, o aumento das intervenções de alto risco e o desenvolvimento de agentes infecciosos mais virulentos e resistentes a antibióticos.

Dentro das atividades para difundir informação sobre o assunto, o ILAS e o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançaram um documento que indica que em todos os níveis de atendimento à saúde sejam estabelecidos protocolos assistenciais para o reconhecimento precoce e o tratamento de pacientes com sepse.

O relatório recomenda ainda a capacitação dos médicos para o enfrentamento do problema e a promoção de campanhas de conscientização para o público leigo. Clique aqui e acesse a publicação

Fonte: Saúde Plena



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