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"Vitamina D": A Esperança no Tratamento da Depressão

Hoje iremos falar de uma doença que afeta 121 milhões de pessoas no mundo: a depressão. Essa é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

Sintomas da Depressão

Os antidepressivos comumente receitados são eficazes no tratamento da depressão aguda moderada e grave, quer melhorando os sintomas (resposta), quer eliminando-os (remissão completa), entretanto, um terço dos pacientes com episódio depressivo com remissão inicial recaem no primeiro ano, além de que, esses tratamentos podem apresentar inúmeros efeitos colaterais.

Efeitos colaterais dos principais antidepressivos

Quantos efeitos, não é?! Mas ainda temos esperança! Estudos tem demonstrado que é possível prevenir ou tratar a depressão, sem efeitos colaterais, com o uso de "vitamina D".

Em estudos clínicos, os níveis séricos reduzidos de 25-hidroxivitamina D [25 (OH) D], que é a forma de armazenamento de "vitamina D" no corpo, têm sido associados com a função cognitiva reduzida, ansiedade e depressão.

Existem vários mecanismos pelos quais a "vitamina D" pode afetar a função cerebral. Pode haver um efeito direto dessa vitamina sobre o cérebro, uma vez que receptores para a sua forma ativa foram encontrados no sistema nervoso central (SNC).

Além disso, o efeito da "vitamina D" sobre a depressão pode ser de maneira indireta, visto que a "vitamina D" é importante para a função e suplementação muscular, levando a um aumento da atividade física e do bem-estar.

Outro mecanismo ocorre através da redução nos níveis de PTH (devido à ingestão de altas doses de "vitamina D"), pois elevados níveis desse hormônio têm sido associados com disfunção do SNC.

Na Reunião Anual da Sociedade de Endocrinologia, em Houston, foi apresentado um estudo em que três pacientes depressivos, do sexo feminino, apresentavam baixos níveis de "vitamina D", variando de 8,9 a 14,5 ng/mL (valores normais estão acima de 30 ng /mL).

Então, ao longo de oito a doze semanas, essas pacientes receberam "vitamina D", por via oral, como terapia de substituição, restaurando os seus níveis normais. Após o tratamento, os seus níveis variaram de 32 a 38 ng /Ml, de acordo com o sumário do estudo.

Além disso, as três mulheres relataram uma melhora significativa em seu estado depressivo, como medido pelo Inventário de Depressão de Beck, um questionário de auto-relato com 21 itens de múltipla escolha, sendo um dos instrumentos mais utilizados para medir a severidade de episódios depressivos.

Inventário de Depressão de Beck

De acordo com o BDI:

  • 0 a 9: Depressão mínima;
  • 10-18: Depressão leve;
  • 19-29: Depressão moderada;
  • 30 a 63: Depressão grave.

Pontuação de Beck das pacientes antes (azul) e depois (vermelho) do tratamento com Vitamina D

Isto é, as mulheres com depressão moderada a grave tiveram melhora substancial em seus sintomas de depressão após receberem o tratamento alternativo com "vitamina D".

Podemos perceber também que, dada a alta prevalência de deficiência de "vitamina D" e da depressão, uma associação entre essas duas condições teria implicações de saúde pública, especialmente porque a suplementação com "vitamina D" é de baixo custo e sem efeitos adversos significativos.

Nunca faça automedicação. Procure um médico de confiança.

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Referências:

Fonte: Tratamento Alternativo



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