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Vacina contra Febre Amarela: agora vale para toda a vida, diz OMS

Obrigatória para quem quer viajar para determinados países, até então a vacina contra a febre amarela era válida por 10 anos, sendo que após esse período era necessário tomar uma dose de reforço.

Não é de hoje que a OMS afirma que uma dose da vacina contra a febre amarela é suficiente para toda a vida. Os pesquisadores da organização chegaram a essa conclusão em 2013 e a oficializaram em 2014. Foi durante a 67ª Assembleia Mundial de Saúde, quando o anexo 7 do Regulamento Sanitário Internacional foi alterado, e se estabeleceu a data de 11 de julho de 2016 como o prazo para que todos os 196 países signatários da entidade passassem a adotar a nova medida.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já emite certificados internacionais de vacinação com a designação “válido por toda a vida” desde junho.

E, segundo emenda ao Anexo 7 da Regulamentação Internacional de Saúde da OMS (veja o original da OMS e a tradução oficial da Anvisa), os certificados emitidos anteriormente também ficam automaticamente validados por toda a vida, devendo ser aceitos por todos os países associados à Organização Mundial de Saúde, desconsiderando a data de validade registrada.

Ou seja:

  • Não é mais preciso tomar reforço da vacina contra febre amarela a cada 10 anos,
  • Não é preciso refazer o certificado para mudar a validade; todo certificado emitido antes desta resolução resolução fica automaticamente válido por toda a vida.

Os outros requisitos continuam os mesmos.

  • É preciso se vacinar com 10 dias de antecedência à chegada ao país que exige a vacina,
  • Não basta se vacinar; é preciso emitir o certificado internacional de vacinação.

Isso quer dizer que, desde 11 de julho, agentes de fronteiras não podem impedir a entrada de viajantes portando certificados internacionais de vacinação, independentemente da data de validade.

Os documentos emitidos após a nova determinação devem vir com a data de vacinação e a frase “vida da pessoa vacinada” (também em inglês e francês) no campo da data de validade.

Atenção

Documentos anteriores à nova regra não precisam e não devem ser modificados, já que são válidos mesmo assim, com as datas de validade já expiradas ou por vencer, e porque qualquer rasura ou alteração no documento o torna inválido.

Para quem nunca se vacinou, o procedimento continua sendo necessário.

Por ter casos registrados em quase todo o território nacional, o Brasil é considerado um país endêmico para a doença. Por isso muitos destinos exigem que os viajantes se vacinem, com no mínimo 10 dias de antecedência.

A vacina é oferecida em postos de saúde municipais e estaduais. Depois de tomá-la é preciso levar o comprovante a um posto da Anvisa e trocá-lo pelo Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Todo o processo é gratuito.

Mulheres grávidas, bebês de até seis meses e pessoas alérgicas a seus componentes, portadoras do vírus HIV, em tratamento com corticoides, quimioterapia ou radioterapia, não devem se vacinar. Para elas, há o Certificado de Isenção de Vacinação, também disponível nos postos da Anvisa.

Vale ressaltar que, de acordo com a OMS, essa alteração afeta apenas o que os países podem cobrar do viajante internacional como requisito de entrada nas suas fronteiras. Assim, cada nação continua sendo livre para fazer suas próprias exigências no que diz respeito a vacinação e revacinação dos seus próprios habitantes.

Países que exigem a vacina

Veja AQUI a lista dos países que exigem a vacina da febre amarela.

Vocês sabiam disso? Compartilhem!

Fonte: Anvisa




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