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Tiques Nervosos Podem Indicar Doenças ou Traumas Reprimidos

Muita gente roeu as unhas no jogo entre Brasil e Alemanha, pela seminfinal da Copa do Mundo. O jogo histórico mexeu com os nervos do torcedor brasileiro. Essa maneira de aliviar o estresse é bastante comum, mas pode virar um tique nervoso e, o mais sério, tornar-se um caminho sem volta.

Outras "manias" consideradas tique também são um reflexo da necessidade de se distrair ou entreter o cérebro, dizem os especialistas.

Um dos tiques mais comuns, o de roer as unhas, pode parecer inofensivo e apenas um embaraço estético, já que a beleza das mãos fica comprometida. Mas, como explicam os especialistas, esse hábito pode ser prejudicial à dentição, à musculatura e à articulação da mandíbula. Além disso, também é uma porta de entrada para bactérias, quando a mania se estende para as cutículas – microorganismos podem entrar no corpo através das feridas.

A faixa etária em que se percebeu a maior incidência de tique é entre 7 e 11 anos. Além disso, o problema acomete mais crianças brancas e residentes em áreas urbanas, segundo a Sociedade Brasileira de Neurociência.

Em casos mais severos, em que a pessoa se sente constrangida ou incomodada, é aconselhado tratamento psicológico e medicamentoso.

De acordo com a psiquiatra Sofia Bauer, o desenvolvimento de um tique nervoso indica uma baixa de serotonina no organismo. Esse neurotransmissor faz com que a pessoa fique mais calma, além de ganhar uma postura mais positiva e alegre.

A especialista ressalta ainda a importância de se consultar um médico: "O tique pode ser um sintoma de transtorno de ansiedade generalizada, de transtorno bipolar ou de depressão ansiosa. De qualquer forma, é bom procurar um psiquiatra".

Cuidados desde cedo

Os sintomas de hiperatividade e de déficit de atenção podem surgir desde a infância. A maior ocorrência é em meninos entre 7 e 17 anos, e hábitos como cutucar feridas, arrancar cabelos ou cílios pode ser um indicativo dessas doenças.

"A criança muito agitada não sabe o que fazer com as mãos e acaba realizando ações repetitivas. Geralmente, o tique desperta quando ela descobre a realidade da vida", explica Sofia Bauer, que lembra ainda que o momento em que a criança nota que Papai Noel não existe, e os pais são simples seres humanos, é uma fase de descobertas que pode ser angustiante.

Como tratamento, apenas medicação não é o suficiente. "O remédio, em si, não faz ninguém parar de roer unhas, por que essa ação já virou um hábito. É preciso conciliar o medicamento com a terapia", afirma a médica.

Nem sempre são usados remédios de uso controlado para se tratar um tique. Esses são mais indicados para fobias e para a síndrome do pânico. "Nos casos de tiques nervosos, recomendamos o uso de antidepressivos com antipsicóticos e moduladores de humor. Isso depende, claro, de cada pessoa, e se o problema é um transtorno de ansiedade. Varia conforme o quadro clínico do paciente", diz a psiquiatra.

De acordo com a especialista, os tiques são mais complicados de se tratar do que o chamado TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). O TOC é mais fácil de ser tratado e tem mais sucesso na cura, na maioria dos casos, por responder melhor a medicamentos.

Um tique nervoso que deve receber atenção redobrada dos pais é o piscar de olhos repetidamente e de forma rápida. Esse hábito, na verdade, vai além de um tique, e pode indicar um trauma sofrido pela criança, como abuso sexual, separação não amigável dos pais ou outro evento que a tenha marcado psicologicamente para o resto da vida.

"O piscar de olhos de forma excessiva é um sintoma de uma situação em que a criança não quer enxergar algo que esteja acontecendo à sua volta", diz a psiquiatra. Ou seja, é uma forma inconsciente da pessoa mostrar que não está bem.

Fonte: Encontro



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