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"Terapia Larval" ganha Tecnologia e Higiene

Desde a antiguidade, vermes, ou larvas, têm sido usados como terapia para curar ferimentos. Convencidos pela eficácia da técnica, alguns médicos agora estão dando um banho de alta tecnologia nos vermes e começando a testar essa terapia “estomacalmente desafiadora” – ao menos para os mais sensíveis.

A equipe da Dra. Linda Cowan está iniciando um ensaio clínico rigoroso em um hospital do governo dos EUA dedicado a tratar veteranos de guerra. O estudo envolve ex-combatentes com úlceras diabéticas crônicas nos pés, que são tipicamente muito difíceis de tratar.

Terapia larval

As larvas são postas sobre o ferimento – basicamente tecido morto ou morrendo – e comem as bactérias que infectam o local, permitindo que o corpo se recupere e o ferimento se feche sem a necessidade do uso de antibióticos, nem sempre eficazes nesses casos e sempre com risco de desenvolvimento de resistência bacteriana.

Em vez de coletadas na natureza, como na terapia larval tradicional, as larvas foram criadas em um laboratório totalmente esterilizado, de “grau farmacêutico”.

E, em vez de serem postas diretamente sobre as feridas, as larvas ficam contidas em sacos de malha fina, sendo totalmente removidas depois de alguns dias.

“Como médica, fiquei muito impressionada com a literatura sobre a terapia larval. E algumas vezes recebemos pacientes na clínica com o que eu chamo de "vermes do ar livre" – eles não são esterilizados e não são produzidos especificamente para fins medicinais, os pacientes os pegam em casa, sem querer. Mas eles realmente limpam a ferida muito bem,” disse a Dra. Cowan.

Larvas de moscas

Para seus testes, a equipe está criando seus próprios vermes esbranquiçados, que nada mais são do que moscas ainda na fase larval.

“Há um processo de controle de qualidade de oito etapas para a forma como estes vermes medicinais são produzidos. Cada lote é testado quanto à qualidade”, disse Cowan.

Ela destaca outro benefício das larvas, em comparação com o tratamento medicamentoso tradicional: “É difícil para as bactérias ou outros organismos desenvolverem resistência a algo que está indo comê-los.”

Outra alternativa pode ser uma terapia desenvolvida no Brasil que usa gengibre amargo para tratar as feridas crônicas de pacientes diabéticos alcançou 95% de eficiência – e sem contra-indicações para pessoas com estômagos mais fracos ou mais impressionáveis.

Fonte: Milenar



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