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Sua Bexiga atrapalha seu Sono? Descubra o que pode estar acontecendo!

Muitas pessoas reclamam de sentir necessidade de urinar a noite, o que é algo realmente incômodo: imagine você ficar acordando durante a madrugada para ir ao banheiro… Isso acaba comprometendo o sono! Uma em cada dezessete pessoas passa por essa situação. Mas, qual a causa disso?

O normal é que se urine de 6 a 8 vezes por dia. Porém, isso varia, dependendo da quantidade de água ingerida pela pessoa e do grau de atividades físicas que ela pratica. Algumas condições que podem promover aumento de frequência nas idas ao banheiro são:

  • bexiga hiperativa;
  • ingestão de cafeína;
  • cistites;
  • infecções do trato urinário;
  • diabetes;
  • certas alterações neurológicas;
  • aumento benigno de próstata.

Quando você demora para ir ao banheiro, evitando o estímulo, acaba promovendo uma distensão maior da bexiga.

“Segurar-se” assim com frequência faz com que apareçam vesículas na parede da bexiga, que retêm a urina mesmo depois de urinar. Esse é um problema irreversível e que explica a queixa de certas pessoas, de que pouco tempo depois de terem ido ao banheiro já sentem vontade novamente.

Como melhorar isso:

  • Procure não ignorar o estímulo de micção. Faça disso um hábito, caso contrário, você estará estimulando a formação das vesículas na bexiga.

  • Faça exercícios específicos para fortalecer o assoalho pélvico.

  • Tratamento com Quiropraxia. Através de manipulação, promove-se o mesmo efeito benéfico no assoalho pélvico.

  • Limitar a ingestão de liquido no período da noite, cerca de 3h antes de ir para a cama.

No caso de aumento benigno da próstata, podem-se ter essas sensações. Cerca de 50% dos homens após os 70 anos de idade apresentam esse aumento, uma forma benigna, não cancerígena.

Há no mercado medicações para isso, mas não aconselho. Há uma preocupação que esses remédios, na verdade, aumentem o risco de câncer de próstata. São eles:

  • Inibidores de 5alfa-Redutase. Na próstata, há uma enzima chamada 5alfa-Redutase, que converte testosterona em dihydrotestosterona (DHT), o que estimula a próstata a crescer. Essas medicações inibem a conversão de testosterona em DHT, e com isso reduzem a próstata. Porém, seu efeito colateral é que eventualmente pode induzir câncer de próstata.

  • Bloqueadores alfa. Promovem relaxamento dos músculos, como os da bexiga e próstata, aumentando o fluxo de urina. Porém, não reduzem o tamanho da próstata.

Testosterona e Câncer de Próstata

Segundo diversos estudos longitudinais, aonde se examinaram a relação entre câncer de próstata e testosterona, não se observou correlação entre nível de testosterona e probabilidade de estimular o desenvolvimento de câncer de próstata.

Aliás, observou-se que os indivíduos que não apresentavam câncer eram os que tinham maiores valores de testosterona, comparado com os indivíduos que desenvolveram câncer de próstata.

Não há um único estudo na literatura de que pacientes humanos tem aumento do risco de câncer de próstata pelo aumento de testosterona. Na verdade, o aumento de câncer de próstata não é pela testosterona, mas sim pela DHT.

Tratamento preventivo contra o câncer de próstata

  • Licopeno – especialmente originado de tomates orgânicos, melhora o fluxo urinário e protege contra câncer de próstata.
  • Vitamina K – oferece proteção contra o câncer de próstata.
  • Vitamina D – também aumenta a proteção contra o câncer de próstata. Há mais de 800 estudos mostrando seu efeito protetor em diversos tipos de câncer. Segundo pesquisas, níveis adequados de vitamina D reduzem em 7 vezes o risco de câncer de próstata. Deve-se manter esses níveis entre 60 e 80 mg/dl.
  • Sexo – a atividade sexual regular exercita a próstata, impedindo a reabsorção de fluidos do esperma, o que pode causar certas reações imunológicas. Portanto, no mínimo 1 vez por semana, para adultos de qualquer idade.
  • Alimentos Protetores – para uma boa proteção da próstata, alimentos como tomate, couve-flor, brócolis e chá verde são benéficos, por serem ricos em carotenoides, vitaminas e licopeno.
  • Alimentos Desfavoráveis – carboidratos refinados ricos em açúcar e frutose, pois alteram a sensibilidade à insulina, o que aumenta risco de câncer. Só consumir carne que não seja muito passada (torrada), produtos pasteurizados e gordura trans estão ligados com aumento do risco de câncer de próstata.
  • Saw Palmetto – Promove a redução da conversão da testosterona em dihydrotestosterona, mantendo nível alto de testosterona no corpo. Isso é bom, pois a sua deficiência é o que leva a aumento de risco cardiovascular, depressão, redução de massa muscular, ganho de peso, aumento de mama nos homens e problemas de micção. Não induz o câncer de próstata.

Para ser efetivo, o Saw Palmetto deve ser de fonte confiável, na dosagem terapêutica de 320 mg de óleo por dia. Essa é a forma ideal para ingeri-lo, pois na forma em pó há menor concentração do produto.

As pesquisas mostram que o Saw Palmetto pode inibir cerca de 90% da transformação de testosterona em DHT, esse poderoso hormônio responsável pelo aumento da próstata.

Na verdade o Saw Palmetto produz resultados comparáveis aos atingidos com Finasterida (Proscar) e ambos têm praticamente o mesmo efeito no fluxo de urina, mas lembre-se que a Finasterida pode comprometer o desempenho sexual.

Porém, o uso de Saw Palmetto produz efeito significante de melhora somente após 45 dias de tratamento, e depois de 90 dias, cerca de 88% dos pacientes consideram a terapia um sucesso na melhora do fluxo urinário e na redução do tamanho da próstata.

Saw Palmetto é só o começo

  • Pygeum Africanum e Nettle (Urtica) – são outros produtos naturais com efeito positivo, atribuído aos seus fitosterois.
  • Beta Sistosterol – segundo estudo publicado no The Lancet, pacientes tratados com Beta Sistostero tiveram melhorias nos seus sintomas e fluxo urinário.

Várias vitaminas e minerais também contribuem para a saúde da próstata. As vitaminas C e E oferecem boa proteção antioxidante e um coquetel de aminoácidos, com glicina, glutamina e albumina. Elas podem ajudar a reduzir a próstata, acabando com a micção noturna e frequência urinária.

Referências bibliográficas:

JAMA, January, 2000;2(3):40-43
Am Family Physician, March 15, 2003;67(6):1281-1283
JAMA, November 11, 1998;280(18):1604-1609.
Family Practice News, November 1, 2001:11
The Lewin Group, September 22, 2004
Phytochemistry, 2000;54:233-236
Nutrition, 2006; 22(7-8): 845-852.
Journal of the American Dietetic Association, May 1992;92(5):585-590
Complementary Therapies in Medicine, 1999;7:126-131.
Urol Clin N Am, 2002;29:23-29.

Fonte: Dr. Rondó



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