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Sofre com Enxaquecas? Conheça as Causas e Como Tratar!

Apesar da sua prevalência, as enxaquecas ainda são uma das enfermidades das quais menos se entende. Possivelmente pelo fato de variar muito, tanto a forma como o problema se apresenta, quanto as pessoas que afeta.

Cerca 13% da população do mundo sofre com as enxaquecas, em grau maior ou menor. A condição é mais prevalente entre as mulheres do que nos homens: em torno de 60% das mulheres acometidas tem enxaquecas relacionadas à menstruação, significando que estas coincidem com os seus ciclos menstruais.

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Formas de manifestação

Além da dor latejante e ardente, que pode ou não ser unilateral, alguns sofrem de “auras” antes do início da dor, enquanto outros não. Pode haver náusea, vômitos, febre, calafrios, sudorese e/ou sensibilidade à luz, ao som e aos cheiros.

Aqueles que nunca tiveram uma enxaqueca antes podem ficar bem assustados com os sintomas neurológicos, que podem simular um derrame, tendo visão perturbada e até perda temporária de visão e/ou percepção visual de manchas ou linhas curvas, e/ou formigamento no braço ou na perna.

Enxaquecas podem ter ligação com estruturas anormais de vasos sanguíneos

Mudanças vasculares no cérebro

Uma teoria de longa data era que a enxaqueca seria causada por mudanças vasculares no cérebro, de constrição inicial do vaso sanguíneo e diminuição de fluxo sanguíneo, seguido por dilatação e estiramento dos vasos, que ativa os neurônios que sinalizam a dor. Entretanto, as pesquisas mais recentes desbancaram esta teoria quando os pesquisadores, com o passar do tempo, determinaram que as enxaquecas não são precedidas por constrição e diminuição do fluxo sanguíneo, e sim pelo aumento no fluxo sanguíneo que chega a cerca de 300%.

Com esta exclusão, restam diversas hipóteses, mas por enquanto nada de concreto.

Veja as hipóteses a seguir:

Circulo de Willis incompleto (sistema de artérias que fornecem o sangue ao cérebro)

Segundo estudo, as pessoas que sofrem de enxaquecas tendem a ter uma estrutura de vasos sanguíneos diferente daqueles que não sofrem de enxaquecas.

Num estudo foram avaliadas 170 pessoas. 56 tinham enxaquecas com aura, 61 tinham enxaquecas sem aura, e 53 foram incluídas como controles. Com a angiografia de ressonância magnética os pesquisadores examinaram a estrutura dos vasos sanguíneos e as mudanças no fluxo sanguíneo cerebral, focando o *sistema de artérias que fornecem o sangue ao cérebro, conhecido como o *“círculo de Willis.”

Eles descobriram que um círculo de Willis incompleto era mais frequente naqueles que sofriam de enxaquecas, com ou sem aura, em comparação com o grupo de controle (73% e 67% versus 51%, respectivamente).

Resultado: de acordo com um dos autores do estudo, o Dr. John Detre, M.D., professor de neurologia e radiologia, comparados àqueles que tinham um círculo de Willis completo, aqueles com um círculo incompleto tinham uma assimetria maior no fluxo sanguíneo cerebral hemisférico.

As anormalidades, tanto no círculo de Willis, como no fluxo sanguíneo, eram mais proeminentes na região do córtex visual, que corresponde à parte posterior do cérebro. Isto pode ser parte da explicação das auras de enxaquecas mais comuns consistirem de sintomas visuais, como as distorções de visão, manchas ou linhas curvas.

Estudo de associação genômica

Uma meta-análise de 29 estudos de associação genômica recentemente identificou 5 regiões genéticas ligadas ao início da enxaqueca e 12 áreas genéticas ligadas a suscetibilidade às enxaquecas. Além disto, eles também encontraram um estrondoso número de 134 áreas genéticas que parecem aumentar a suscetibilidade às enxaquecas.

Excesso de estímulo de neurônios sensoriais

Outro estudo publicado no início deste ano sugere que a dor ardente e latejante, que é o marco da enxaqueca, pode ser devido à sinalização ativa demais dos neurônios sensoriais no seu cérebro.

Comprometimento do tronco cerebral (núcleo trigêmeo)

Nessa hipótese é que a enxaqueca surge como resultado de uma enfermidade no seu sistema nervoso, muito provavelmente no seu tronco cerebral. A dor é transmitida através da rede trigêmea para uma área no seu tronco cerebral chamada de núcleo trigêmeo. De lá, ela é transmitida para o córtex sensorial no seu cérebro, que está envolvido com a sua ciência de dor e os outros sentidos.

Oscilações da serotonina cerebral

Quando o nível cai, os vasos sanguíneos, incluindo aqueles no seu cérebro, ficam inchados e inflamados, o que pode levar à dor de enxaqueca.

Deficiência de vitaminas B

Em um estudo, comprovou-se que os suplementos de vitaminas B6, B12 e ácido fólico produziram uma redução dobrada de enxaquecas em um período de seis meses. Estudos prévios, como o de 2004 no European Journal of Neurology (Jornal de Neurologia Europeu), também relataram que altas doses de B2 (riboflavina) podem ajudar na prevenção de crises de enxaqueca.

Gatilhos de Enxaqueca

Fatores ambientais parecem desempenhar um papel significante na crise de enxaqueca. Há vários gatilhos em potencial, mas os mais comuns são:

  • alergia alimentar;
  • hipoglicemia;
  • alterações hormonais;
  • estímulos externos;
  • estresse;
  • perturbação do ciclo do sono;
  • esforço físico;
  • alterações meteorológicas;
  • variações de altitude.

Aspartame: um vilão ignorado

O aspartame é notório causador de dor de cabeça e estimulador de enxaquecas. Ele pode também engatilhar outros sintomas neurológicos, como distúrbios visuais e formigamento nas extremidades.

O aspartame forma metanol dentro do seu corpo, sendo carregado para dentro de tecidos suscetíveis, como o seu cérebro, onde a enzima álcool desidrogenase (ADI) o converte em formaldeído. Este, por sua vez, pode destruir as proteínas sensíveis e o DNA.

Todos os outros animais têm um mecanismo protetor que permite que o metanol seja desmembrado em ácido fórmico inofensivo. Mas, de acordo com o perito em aspartame, Dr. Woodrow Monte, há um grande problema bioquímico com ometanol em seres humanos: nós simplesmente não temos esse mecanismo metabólico protetor.

Estratégia para aliviar enxaqueca

1) Teste alérgico alimentar e ambiental, e evitar os alergênicos detectados;

2) Seguir alimentação de acordo com o seu tipo metabólico, sem os alimentos alergênicos;

3) O exercício regular pode também manter as enxaquecas sob controle ao melhorar a sua resposta ao estresse, junto com as condições inflamatórias subjacentes que podem impulsionar as enxaquecas;

4) Suplementos:

  • Magnésio – promove relaxamento muscular e vascular;
  • Ômega 3 – efeito anti-inflamatório que reduz agregação plaquetária;
  • Niacina – vasodilatação, melhorando microcirculação;
  • Complexo B – inibem crises de enxaqueca;

- Feverfew (uma planta que, no Brasil, é conhecida pelo nome comum de margaridinha) – é efetivo em reduzir a incidência e intensidade das crises de enxaqueca.Tem ação anti-inflamatória e inibe a agregação plaquetária.

Fonte: Dr. Rondó



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