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Será que Urinar na Piscina faz mal?

Apesar de se pensar que isso só ocorre com crianças, com certeza uma grande porcentagem de adultos também faz isso… Inclusive atletas olímpicos! Afinal, será que realmente faz mal urinar na piscina?

Muitos acreditam que se há algo negativo nesse hábito, com certeza o cloro vai “matar” o problema, mas o problema não é a urina em si…

A urina é virtualmente estéril até sair do corpo, portanto não causa nenhum “mal” à saúde, como ocorre com o material fecal, nas piscinas.

Na verdade, a urina é uma fonte fantástica de nutrientes e é usada como fertilizante de modo efetivo, assim como na reparação de lesões por animais. Há inclusive pessoas que bebem a própria urina, mas isso é assunto para outro momento…

Portanto, urinar, em si, não é o problema. Mas o que acontece depois que ela se mistura com os produtos químicos usados na piscina, em especial o cloro?

Urinar na piscina gera químico venenoso

A reação que ocorre com matéria orgânica como urina, transpiração, cabelo, pele, com os bioprodutos desinfetantes, é o grande problema. Ela gera um agente químico que é inclusive usado como arma de guerra.

No caso da urina, o ácido úrico produzido em reação com o cloro, gera a formação de:

1) Cloreto de cianogeno (CNCI)

Classificado como agente químico de guerra, tóxico para pulmões, coração e sistema nervoso central. Sua concentração permitida na água potável é até 70 (ppb). Dosagens acima de 2.500 ppb levam ao coma, convulsões, mas estes são valores que dificilmente serão gerados numa piscina só através da urina. Porém, está correlacionado com vários problemas de saúde, em níveis encontrados em piscinas.

2) Tricloramina (NCl3)

Está correlacionado com lesões pulmonares. Os produtos de limpeza de piscinas quando reagem com o cloro, são ainda mais perigosos por si só! Eles promovem efeitos respiratórios e genotóxicos (lesão de DNA, indutor de câncer) em indivíduos que nadam por somente 40 minutos.

Há formação de centenas de produtos altamente tóxicos com essa reação cloro + produtos de limpeza, que são ainda potencializados por material orgânico na água. Entre esses produtos de limpeza e desinfecção de piscinas, temos o Trihalometano, que é classificado como carcinogênico Grupo B, o que promove câncer em animais de laboratório. Está também correlacionado com problemas reprodutivos em animais e humanos, gerando:

  • má formação congênita
  • aborto
  • natimortos

Mas, lembre-se, não é só a piscina o problema, pois na água potável também existem esses produtos de desinfecção de alta toxicidade para os humanos.

Será que eu devo parar de nadar?

Apesar da maioria das piscinas utilizarem o cloro, o uso da técnica que se faz a cloração de choque 1 vez por semana tem um efeito mais brando à saúde e consegue evitar o aparecimento de algas. Esse tratamento volatiza em 24 horas e protege a piscina tornando-a mais viável.

Óbvio que o ideal é nadar em piscina com tratamento de salinização ou ozônio. Outra opção seria nadar no mar.

Porém, mesmo que ninguém urine na piscina, ela ainda estará tendo efeitos agressivos pelas ações dos produtos de desinfecção que reagem com o cloro.

Apesar dessas adversidades, com certeza os efeitos positivos para a saúde da prática de natação superam de longe todos os problemas. Portanto, continue nadando!

Fonte: Dr. Rondó



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