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Será que a Exposição ao Frio Extremo Alivia a Dor Muscular Após o Exercício?

Por cerca de US$ 40 e alguns minutos, uma pessoa pode obter uma dose de ar gelado em uma câmara mais fria que a Antártida. Ela é chamada de crioterapia de corpo inteiro, e os defensores dizem que o tratamento pode aliviar a dor muscular e ajudar os atletas a se recuperarem do exercício e de lesões. “Um monte de atletas estão usando-a como uma alternativa para banhos de gelo”, diz Joe Costello, um fisiologista do exercício na Universidade de Portsmouth, na Inglaterra.

Nos últimos anos, a crioterapia tem sido movida para fora da arena de atletas de elite. Agora, spas de saúde em todo os Estados Unidos oferecem o tratamento, que atraiu recentemente a atenção nacional quando o trabalhador de um spa em Nevada foi encontrado morto depois de horas dentro de uma câmara de refrigeração.

Alguns centros reivindicam que a crioterapia alivia a dor e reduz a inflamação, liberando endorfinas e aumentando a circulação sanguínea.

Mas para tratar ou prevenir a dor muscular, pelo menos, a ciência tem pouco a dizer sobre a crioterapia de corpo inteiro, como relatam Costello e seus colegas no The Cochrane Library. “Não há evidências suficientes para nós simplesmente dizermos que o tratamento é ou não é eficaz”, diz Costello.

Em uma sessão de crioterapia típica, os clientes tiram a roupa e entram em uma câmara que é como uma sauna, mas refrigerada com temperatura abaixo de -100 °C. Alguns spas usam câmaras refrigeradas menores com nitrogênio líquido que permite aos clientes manter a cabeça fora do ar frio. Em ambas as versões, as pessoas são expostas ao frio durante cerca de dois a quatro minutos.

O tratamento resfria a pele e o músculo – embora as pessoas não recebem tanto frio quanto o ar da câmara. Em um estudo de 2012 publicado na revista PLoS ONE, Costello e colegas relataram que a temperatura da pele era cerca de 19°C depois de quatro minutos em uma câmara criostática – cerca de 10 graus mais frios do que o normal.

O resfriamento dos tecidos do corpo desencadeia todos os tipos de efeitos, diz Costello, como a redução do fluxo sanguíneo, diminuindo o metabolismo e abrandando os sinais nervosos que normalmente correm para o cérebro. Mas ainda permanece desconhecido exatamente como (e se) o resfriamento funciona para tratar lesões.

A primeira câmara de crioterapia de corpo inteiro foi desenvolvida no Japão na década de 1970 para tratar doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, embora os médicos usaram outras formas menos extremas de refrigeração do corpo para o tratamento de várias circunstâncias médicas por anos.

O resfriamento parece ajudar os recém-nascidos que foram privados de oxigênio, diz o neurologista pediátrico John Kerrigan, do Hospital Infantil de Phoenix. Alguns estudos sugerem que a hipotermia moderada protege as células da autodestruição e liga genes de proteção neurais.

Costello e seus colegas encontraram quatro pequenos estudos, com um total de 64 participantes, que analisaram os efeitos da crioterapia de corpo inteiro em relação a outro tipo de tratamento ou a nenhum tratamento para dor e recuperação muscular. Alguns dos estudos relatam ligeiros benefícios, “mas quando você reúne todos os dados em conjunto, os resultados não são tão claros”, diz Costello. Mas resultados definitivos exigiriam “mais estudos, mais dados e mais de 64 pessoas”, diz ele.

Apesar da diferença de 100 ou mais graus entre o ar frio da crioterapia de corpo inteiro e a água fria de um banho de gelo, em poucos minutos de um ou de outro tratamento, ocorre o esfriamento do corpo a uma quantidade similar – foi o que descobriram Costello e seus colegas.

Ainda assim, não há muita evidência de que banhos de gelo melhorem a recuperação ou o desempenho dos atletas - embora um mergulho frio pareça aliviar a dor muscular após o exercício.

Fonte: A Geração Ciência

Science News



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