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Será o Fim das Injeções para Diabéticos?

Dolorosas injeções de insulina podem se tornar obsoletas.
Acessório inteligente pode liberar, automaticamente, insulina na corrente sanguínea.

Os investigadores revelaram um dispositivo inteligente que pode liberar insulina automaticamente, quando necessário.

Ele é capaz de monitorar o sangue, e, ao detectar o aumento dos níveis de açúcar, liberar secreção de doses de insulina diretamente na corrente sanguínea.

O dispositivo - um quadrado fino do tamanho de uma moeda de um centavo - é coberto com mais de cem agulhas minúsculas, cada uma do tamanho de um cílio. Estas microagulhas são embaladas com unidades de armazenamento microscópicas de insulina e enzimas com sensor de glicose que liberam sua carga rapidamente, quando os níveis de açúcar no sangue ficarem muito altos.

O estudo, que está publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, considerou que o novo dispositivo indolor foi capaz de baixar a glicose no sangue em um rato com diabetes tipo 1 por até 9 horas.

Mais testes pré-clínicos e clínicos subsequentes em seres humanos serão necessários antes que a invenção possa ser administrada a diabéticos, mas a abordagem mostra uma grande promessa.

"Nós projetamos um dispositivo para diabetes que trabalha rápido, é fácil de usar, e é feito de materiais biocompatíveis, não tóxicos. Todo o sistema pode ser personalizado de acordo com o peso de um diabético e sua sensibilidade à insulina, para que pudéssemos fazer o dispositivo inteligente ainda mais inteligente", disse o coautor sênior do dispositivo, Gu Zhen.

Diabetes afeta mais de 387 milhões de pessoas no mundo, e esse número deve crescer para 592 milhões até o ano de 2035.

Os doentes com diabetes tipo 1 e tipo 2 costumam controlar seus níveis de açúcar no sangue com injeções regulares de insulina, em um processo doloroso e impreciso.

“Injetar a quantidade errada de medicamentos pode levar a complicações significativas, como cegueira e amputações de membros, ou consequências ainda mais desastrosas tais como comas diabéticos e morte", alertou John Buse, diretor do Centro de Cuidados com Diabetes UNC.

Gu e seus colegas escolheram emular geradores de insulina natural do corpo conhecidas como células beta. Estas células versáteis atuam tanto fabricando, quanto armazenando insulina nas vesículas.

Elas também se comportam como um ‘alarme’, percebendo o aumento dos níveis de açúcar no sangue e sinalizando a liberação de insulina na corrente sanguínea. "Construímos vesículas artificiais para executar essas mesmas funções usando dois materiais que podem ser facilmente encontrados na natureza", disse Jiching Yu, um estudante de doutorado no laboratório de Gu Zhen, e autor da pesquisa publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Em experimentos de laboratório, quando os níveis de açúcar no sangue aumentaram, o excesso de glicose tomou conta das vesículas artificiais, de espessura 100 vezes menor que um fio de cabelo. As enzimas, em seguida, converteram a glicose em ácido glucônico, consumindo oxigênio durante todo o tempo. A consequente falta de oxigênio - ou 'hipóxia' - fez as moléculas hidrofóbicas NI transformarem-se em hidrofílicas, fazendo com que as vesículas enviassem insulina na corrente sanguínea.

"A parte mais difícil do tratamento do diabetes não consiste nas injeções de insulina, ou nas verificações de açúcar no sangue e dieta, mas sim no fato de ter que fazer isso várias vezes por dia, todos os dias, pelo resto de sua vida”, disse Buse, diretor da North Carolina Translational and Clinical Sciences (NC TraCS) Institute e ex-presidente da Associação Americana de Diabetes.

Fonte: Jornal Ciência



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