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Saiba porque “alimento natural” não significa nada

A presença da palavra “natural” na embalagem de algum produto provavelmente significa apenas uma coisa: que alguém na empresa quis escrevê-la lá. A designação “natural” é tão sem sentido que a Administração de Drogas e Alimentos Americana (FDA) tem se recusado a defini-la oficialmente. Recentemente, porém, algo interessante aconteceu: a agência reguladora postou um pedido em seu site para que as pessoas enviem suas próprias definições do que elas pensam que “natural” significa.

O motivo pela qual a FDA não queria criar qualquer acepção para a palavra é que os alimentos que compramos hoje são em geral processados e não mais o produto da terra. Nenhum deles.

Isso certamente não impediu que todo tipo de “alimentos naturais” aparecessem nos mercados do mundo todo.

Definição necessária

A ausência de qualquer definição criou um vácuo onde “natural” pode ser usado em praticamente qualquer rótulo de qualquer produto. Até empresas caras de pau de doces e refrigerantes gostam de fazer propaganda de seus sabores “naturais” de frutas, e daí por diante.

Agora, a FDA quer saber o que as pessoas pensam que estão comprando quando veem um rótulo desses. Embora a agência não tenha informado qual sua intenção com esta informação, presume-se que eles vão criar uma definição oficial a partir do senso comum.

Natural praticamente não existe

A definição pode ajudar consumidores a fazerem escolhas mais bem informadas, visto que é claro pelo comportamento das pessoas, que elas acreditam que isso significa alguma coisa.

Mas será que essa palavra de fato tem algum valor?

O debate dos alimentos transgênicos é um dos que aponta para o fato de que hoje basicamente não existem mais “alimentos orgânicos” ou “naturais”.

Praticamente toda comida hoje é manipulada – mesmo que não modificada ou transgênica, as sementes que acabam plantadas são no mínimo manualmente selecionadas para que os melhores alimentos cresçam. Dificilmente um produto que chega até o cliente é 100% natural.

A questão que fica é: será que as pessoas serão um dia capazes de entender isso, ou vão continuar criando caso e se apavorando com tudo, sendo levadas a comprar alimentos que fazem mais mal do que os temidos transgênicos, por exemplo, só por causa de uma embalagem enganosa?

Fonte: Hypescience



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