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Saiba Como Envelhecer Sem Ficar Velho

Nos últimos anos a expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado significativamente. Segundo dados recentes do IBGE, em 2003, esse índice - tanto para homens quanto mulheres - correspondia a 71,3 anos, passando, em 2013, para 74,9 anos. Nos próximos 8 anos, a perspectiva mundial é que o número de pessoas com mais de 40 anos dobre.

Esses indicativos revelam que o acesso aos tratamentos e medicamentos tem aumentado. Mas, por outro lado, geram um curioso questionamento: por que hoje conhecemos pessoas que estão doentes o tempo todo e outras, a minoria nesse caso, que raramente adoecem? Qual é a diferença que faz a diferença?

Depois de muito pesquisar sobre esse assunto, posso afirmar que existem 5 razões principais que - independentemente dos tratamentos médicos atualmente disponíveis - contribuem, e muito, para que as pessoas adoeçam. São elas: as toxinas, a desnutrição, o estresse, as infecções e a poluição eletromagnética - fatores capazes de agir isoladamente ou combinados uns com os outros no organismo.

Resumidamente, as toxinas significam ingerir aquilo que não devemos ingerir; a desnutrição, deixar de ingerir aquilo que deveria ser ingerido; e o estresse, que você está usando o seu corpo em alta velocidade.

A infecção, por sua vez, não pode ser apenas associada a uma gripe, um resfriado, mas, especialmente, a uma infecção dentária. Aquele canal que você acha que está curado, pode se tornar um foco infeccioso, minando sua saúde diariamente. E, por último, a poluição eletromagnética, emitida por diversos equipamentos.

Por que envelhecemos e adoecemos?

Muitas substâncias presentes em nosso dia a dia são prejudiciais ao corpo, por serem simplesmente tóxicas. O cigarro, por exemplo, libera mais de 4.800 substâncias nocivas, enquanto o uso de celulares está relacionado à incidência de câncer no cérebro, devido aos efeitos das ondas eletromagnéticas.

Os alimentos também são fontes de toxinas, se levarmos em conta que, atualmente, frutas, legumes e verduras são 100% cultivados com agrotóxicos. Frituras, embutidos e margarinas são altamente prejudiciais, por concentrarem uma grande quantidade de gorduras trans. Também o plástico, utilizado para conservar os alimentos, quando aquecido, libera substâncias que predispõe ao câncer. Muito utilizados, os adoçantes artificiais são fontes de excitotoxinas. O aspartame, presente na maioria dos adoçantes artificiais, possui álcool que, quando aquecido a mais de 30 graus, se converte em formaldeído, e então em álcool fórmico, provocando acidose metabólica e lesando o tecido cerebral.

Outras substâncias consideradas antinutrientes, a exemplo da gordura trans, do açúcar, do glúten - presente na farinha de trigo, no centeio, na cevada e na aveia - e do sal refinado, estão relacionados à incidência de várias doenças.

O uso de antibióticos, prática comum na medicina, destrói grande parte da defesa imunológica, uma vez que a quantidade de bactérias existente em nosso organismo é muito maior do que a de células que o compõem.

A ausência de sol - que gera insuficiência de vitamina D - também pode desencadear diversos problemas, entre eles, o aumento na incidência de câncer, osteoporose, doenças degenerativas, hipertensão arterial, diabetes e depressão.

Nesse contexto, a compreensão da morbidade,conceito adotado recentemente na medicina, tem conquistado destaque por promover uma "retangularização" da curva de degeneração. Isso significa que ao invés de uma pessoa permanecer doente por 15 anos antes de morrer, sua fase doença pode ser reduzida para apenas 1 ano. Mas, para que a compreensão da morbidade se torne realidade é preciso melhorar, e muito, o estilo de vida. A adoção de hábitos e nutrição saudável são os métodos mais efetivos de prevenção de doenças. Não é preciso deixar surgir uma enfermidade, para então tratá-la. É necessário agir antes que isso aconteça, por meio de uma medicina preventiva e funcional.

Então como devemos proceder para envelhecermos com saúde plena?

Diversas localidades no mundo, com recorde de população centenária, são consideradas referências neste assunto, a exemplo de Okinawa, no Japão; Sardenha, na Itália; Vilcabamba, no Equador; Abcásia, parte da Geórgia e Hunza, no Paquistão. No Japão, encontramos muitos centenários que praticam artes marciais e mantem suas atividades sociais, enquanto na Sardenha, homens e mulheres se igualam em números de centenários. A estimativa é que essa população corresponda a 2,2 milhões de pessoas no mundo em 2050, sendo que em 1999, esse número era de apenas 145 mil. Uma das explicações para a longevidade nesses locais é, principamente, a adoção de uma alimentação saudável e o bom manejo do estresse.

Na medicina, essas práticas são conhecidas como preventivas, indicando que não devemos apenas ser bonitos de fora para dentro, mas de dentro para fora.

De acordo com essa proposta, é preciso otimizar a fisiologia para que as doenças não se desenvolvam, promovendo assim uma vida mais longa e saudável. Esse processo, no entanto, exige que façamos uma distinção entre idade cronológica e biológica. A idade cronológica não é passível de ser mudada. A idade biológica, porém, pode ser estimada a partir de 44 parâmetros, além de poder ser modificada, tornando os indivíduos mais jovens.

Entre seus indicadores, destacam-se a frequência cardíaca - que tende a ser mais ampla e variável quanto mais jovem é o indivíduo; com o peso da idade, a frequência cardíaca vai se estagnando - e o ph corpóreo. Em um jovem, o ph é, geralmente, alcalino, enquanto que em uma pessoa com mais idade, tende a ser mais ácido.

Mas, para manter nosso organismo sempre saudável, a primeira mudança deve ocorrer no cérebro, que comanda os demais órgãos. Não é a toa que, na medida em que o cérebro envelhece, o corpo também envelhece.

A boa notícia é que a neurociência vem demonstrando que o fenômeno da plasticidade cerebral acontece em qualquer fase da vida.

Atualmente podemos lançar mão de smart drugs, neuroprotetores, moduladores e indutores frequenciais, que são capazes de restabelecer o metabolismo e o fluxo disfuncional do cérebro.

O organismo tem, portanto, a capacidade de cura quando as condições adequadas para seu funcionamento são bem administradas. Além disso, é essencial manter pensamentos positivos em relação ao futuro. Percebemos que alguém começa a morrer quando suas recordações são mais fortes do que suas expectativas, suas aspirações. O indivíduo que está focado no futuro, independentemente da idade, está vivo.

As pessoas hoje em dia tem um ritmo de vida muito acelerado, sem tempo de parar e fazer sequer uma respiração profunda. Muitos não sabem que essa é uma prática importante, se o objetivo é envelhecer com saúde, já que reduz o estresse e melhora a frequência cardíaca.

Uma maior variabilidade de frequência cardíaca é sinônimo de juventude biológica. Portanto, a prática de respiração profunda restabelece a coerência cardíaca, além e manter as células do corpo bem oxigenadas.

Outro ponto importante é a ingestão frequente de água. A água que consumimos comumente possui diversas toxinas, devido, principalmente, ao transporte inadequado, além de possuir ph ácido, o que é correspondente a um corpo envelhecido.

A ingestão de água pura e alcalina é necessária para que o nosso terreno biológico seja apropriado para as células. Uma alimentação sem toxinas, que equilibre proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, também é uma forma de fornecer as condições adequadas ao bom funcionamento do corpo.

O sono é outro fator importante na manutenção da saúde e da juventude biológica. Reparador e em ambiente sem interferência de luz, ele permite que a glândula pineal funcione de forma adequada, produzindo eficazmente a melatonina, um importante antioxidante natural. A boa oxigenação cerebral durante o sono permite um restabelecimento adequado das funções cerebrais. Dessa forma, é importante que se tenha um sono sem apnéia.

Nenhuma mudança paliativa será útil para manter a saúde, se as condições mínimas necessárias ao bom funcionamento do corpo não estão sendo oferecidas.

Concluimos então, que são nossas atitudes, tanto físicas quanto mentais, que farão a diferença na nossa idade biológica...mudança já!

Fonte: Revista Saúde Quântica/ Ano 3/ Número 6/ 2015
Texto do Dr. Lair Ribeiro



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