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Saiba Aqui como Prevenir e Regredir Doenças Neurológicas como Alzheimer e Parkinson a partir do seu Intestino

A Esclerose Lateral Amiotrófica, Parkinson, Alzheimer e outras doenças neurológicas podem ter prevenção, e serem regredidas a partir do intestino!

A qualidade, a quantidade e a composição das bactérias do intestino têm uma enorme influência sobre o cérebro. Dr. David Perlmutter explora este fenômeno com muitos detalhes em seu novo livro, Brain Maker: O Poder de micróbios do intestino para curar e proteger seu cérebro - para a vida".

Dr. Perlmutter é neurologista e membro do Colégio Americano de Nutrição. A maioria dos neurologistas não consideram o estilo de vida como causa de distúrbios neurológicos diagnosticados e tratados todos os dias, e a prevenção é uma área de extrema importância.

Ainda não temos nenhum tratamento eficaz para muitas doenças cerebrais comuns. “Nós desenvolvemos pesquisas em nossas instituições, que são publicadas em revistas das mais respeitadas em todo o mundo, e agora estamos estudando como as bactérias intestinais podem gerar tanto a cura quanto a doença”.

“Essas centenas de trilhões de bactérias que vivem dentro do intestino estão intimamente envolvidas com o cérebro. Elas fabricam substâncias neurotransmissoras como dopamina e serotonina. Elas fabricam vitaminas importantes para manter o cérebro saudável.

"As bactérias também ajudam a manter a integridade do revestimento do intestino", explica. Essa função é a mais importante porque, quando o revestimento interno do intestino fica comprometido, acaba a permeabilidade ótima das paredes, e isso aumenta a inflamação intestinal, que é a pedra fundamental para a manifestação de praticamente todas as doenças cerebrais, do mal de Alzheimer e esclerose múltipla (MS), a doença de Parkinson e autismo.

“Nós temos que realmente lidar com isso, a título preventivo”, diz o Dr. Perlmutter. “Devemos entender que em nossa cultura ocidental, especialmente do ponto de vista dietético, estamos ameaçando a saúde dos nossos comensais."

“Comensais” são estas bactérias porque elas compartilham os mesmos alimentos que nós. Nós comemos junto com as bactérias basicamente, elas comem o que comemos! As nossas escolhas alimentares têm um efeito dramático sobre a viabilidade da saúde e ainda a diversidade das referidas bactérias do intestino”.

A compreensão e a adaptação prática e modificação do microbioma, é uma parte importante do futuro da medicina e da Nutrição principalmente! A nutrição está dominando e vai dominar os tratamento de doenças crônicas muito em breve!

Quinze anos atrás, pensávamos que o Projeto Genoma Humano (HGP) permitiria que a medicina moderna saltasse para novas terapias baseadas em genes que iria resolver todos os nossos males. Isso não aconteceu, e descobriram que a genética é apenas responsável por apenas cerca de 10% das doenças humanas, 90% são induzidos por fatores ambientais, ou até mais que isso.

Agora estamos começando a perceber que o seu microbioma é realmente um driver de expressão genética, transformando genes de dentro e de fora, dependendo de qual micróbios estão presentes no intestino.

“O microbioma intestinal é 99% composto de DNA em nosso corpo, e estes DNAS bacterianos são altamente sensíveis e mutáveis com base em escolhas de estilo de vida, e que também podem expressar uma proteína alterada, e o mais importante de tudo isso são as nossas escolhas alimentares”, diz Dr. Perlmutter.

“Há uma bela dança que acontece entre as bactérias do intestino e seus próprios DNAs. As bactérias do intestino realmente influenciam a expressão dos nossos genes, 23.000 ao todo. Pense nisso! Os micróbios que vivem dentro de nós estão mudando o nossa epigenética ou seja, a expressão do genoma a todo momento! Nosso genoma não mudou ao longo de milhares de anos, mas agora, de repente, porque estamos mudando nossas bactérias intestinais, estamos mudando os sinais que estão indo para o próprio DNA; existe então, a partir desse momento de alimentação e estilos de vida ruins, uma codificação para aumentar a coisas como radicais livres, estresse oxidativo e inflamação. Isso é um fator poderoso em termos de síntese dos processos fisiológicos da doença”.

Dr. Perlmutter diz: “..Sendo um especialista do cérebro e que lida com distúrbios cerebrais, toda a minha carreira eu fui frustrado por não ter ferramentas muito poderosas para implementar, a provocar mudanças em indivíduos que têm estas questões. Agora estamos começando a obter essas ferramentas, e eles estão no intestino”.

Não são só as bactérias do intestino fundamentalmente envolvidas na saúde do cérebro, mas você pode mudar as bactérias do intestino por intervenções – tomando probióticos por exemplo, e optar por comer alimentos que são ricos em prebióticos, e assim melhorar o crescimento de bactérias benéficas.

Alimente o seu Microbioma.

Duas principais estratégias para nutrir e proteger o seu microbioma são: limitar o seu consumo de antibióticos somente sob um aspecto absolutamente necessário, ser criterioso em termos de alimentos que você come. O ideal é optar por alimentos não geneticamente modificados (no Brasil a soja é genéticamente modificada) e vários outros alimentos integrais de matérias orgânicas, juntamente com alimentos fermentados e tradicionalmente cultivadas. Bons exemplos incluem vegetais de todos os tipos, incluindo chucrute e kimchi, kombucha (bebida fermentada), e alimentos ricos em fibras prebióticas como brócolis (inhame mexicano), alcachofra, alho, dente de leão e verduras fermentadas. Evite carnes de animais confinados e prefira carnes que sejam livres de antibióticos, pois os antibióticos presentes nas carnes também mudam o seu microbioma. Os pesticidas também alteram as bactérias do intestino. "Isso nos dará uma grande vantagem ao longo da vida, pois nosso organismo se tornará mais resistente às doenças", diz o Dr. Perlmutter.

Um estudo mostrou como crianças com rinite alérgica e problemas respiratórios podem ter melhorias apenas dando-lhes fibra, por aumentar o crescimento de bactérias saudáveis”.

A ligação entre o microbioma e doença auto-imune

A inflamação é uma característica das doenças auto-imunes como a esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, doença de Crohn e doenças inflamatórias do intestino, apenas para citar algumas. Muitos dos fatores que afetam a *permeabilidade da barreira sangue-cérebro, *,são semelhantes às que afetam o intestino, e é por isso que quando a permeabilidade intestinal é alterada, pode ocorrer o desenvolvimento de doenças neurológicas fatais facilmente.

As 7 chaves essenciais para a reabilitação de seu intestino, desde o nascimento.

1. Parto natural. Faça tudo que puder para evitar uma cesariana!

2. Amamentação correta. Além de fornecer os nutrientes mais adequados, a amamentação também afeta microbioma do seu filho através de transferência bacteriana de contacto com a pele.

3. Evite Antibióticos o máximo que puder. Quando você muda o seu microbioma, certos grupos de bactérias tendem a ser favorecidos, tal como o grupo Firmicutes. Quando presente em excesso, as Firmicutes aumentam o risco de obesidade. Há pesquisas com animais que mostram que quando o microbioma é alterado por antibióticos eles ganham peso. Também evite produtos desinfetantes, como sabonetes antibacterianos em gel para as mãos, que também se enquadram nesta categoria, e deve ser evitado tanto quanto possível.

4. Limitar a quantidade de açúcares refinados e processados. Açúcar e xarope de milho (HFCS) aumentam o crescimento de bactérias patogênicas que causam doenças, fungos e leveduras. A frutose, em particular, promove disbiose intestinal e também há uma boa correlação entre o consumo de frutose e os níveis de LPS, o marcador inflamatório que mostra que seu intestino está “vazando”, ou seja, tendo uma permeabilidade errada entre o lúmen intestinal e o sangue. A frutose também é muito mais agressiva em termos de glicação de proteínas do que outros açúcares, ou seja, níveis elevados de açúcar no sangue que se ligam às proteínas.

5. Evite alimentos geneticamente modificados e pesticidas. Como observado por Dr. Perlmutter: “Sim, há um perigo claro e presente na noção de modificação genética de alimentos que nós compartilhamos com as nossas bactérias intestinais. As bactérias intestinais estão esperando um tipo de comida natural que elas foram ensinadas a metabolizar há milhões de anos. De repente, estamos introduzindo alimentos que são geneticamente diferentes de tudo o que o microbioma humano já viu. O glifosato (pesticida presente no Round up)também altera a microbioma do intestino.

6. Alimentos e probióticos. Concentre-se em comer alimentos probióticos, tais como vegetais fermentados (chucrute), e kombucha (bebida fermentada). Um amplo espectro de suplementos probióticos também pode ser aconselhável.

7. Consumir muita fibra prebiótica. Nem todas as fibras são prebióticas. Alimentos integrais são os melhores. Exemplos incluem as folhas verdes, dente de leão, inhame mexicano, e também a cebola e o alho-poró. Esses tipos de alimentos permitirão que o seu intestino floresça corretamente, que é a chave para a saúde e resistência à doenças, e que promove a longevidade.

Fonte: Dr. David Perlmutter (Brain Maker: O Poder dos micróbios do intestino para curar e proteger o cérebro)



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