Resfriamento do Couro Cabeludo ajuda Prevenir a Queda de Cabelos durante a Quimioterapia

O resfriamento do couro cabeludo antes, durante e após a quimioterapia com um dispositivo de resfriamento próprio para o couro cabeludo evita a queda dos cabelos em pelo menos 50% das mulheres fazendo tratamento contra o câncer de mama em estágio inicial – embora este sucesso possa depender do tipo de quimioterápico utilizado e da habilidade dos médicos em aplicar o dispositivo de resfriamento.

Dois estudos separados com dois dispositivos diferentes de resfriamento do couro cabeludo para a prevenção da alopecia induzida pela quimioterapia foram publicados on-line recentemente no periódico JAMA Oncology. Ambos relatam resultados positivos, mostrando que os dispositivos previnem alguma perda de cabelo.

Como os pesquisadores explicam, baixar a temperatura do couro cabeludo provoca vasoconstrição sanguínea, reduzindo tanto o fluxo sanguíneo quanto a quantidade de quimioterápicos que alcança os folículos pilosos, o que por sua vez reduz o volume da perda de cabelos.

"Pelo seu valor nominal, estes resultados parecem representar um importante passo adiante na melhora da qualidade de vida das pacientes com câncer", comenta a Dra. Dawn L. Hershman, médica do Herbert Irving Comprehensive Cancer Center do NewYork-Presbyterian/Columbia University Medical Center, em Nova York, em um editorial que acompanha o artigo publicado.

No entanto, ela acrescenta que os resultados sobre a qualidade de vida precisam ser interpretados com cautela. Além disso, também há dúvidas acerca de quem vai pagar por esses dispositivos de resfriamento do couro cabeludo, porque este é um tratamento para uma perda de cabelos temporária, que "pode ser percebido como estético".

No entanto, argumenta Dra. Dawn, "um dos empecilhos mais fortes para a mulher que está decidindo se irá ou não se submeter à quimioterapia é a preocupação com a alopecia".

Na verdade, estima-se que 8% das mulheres passíveis de se beneficiar da quimioterapia indicaram que recusariam o tratamento devido ao medo da perda de cabelo, acrescenta a Dra. Dawn.

"Identificar intervenções que reduzam ou eliminem efeitos tóxicos associados ao tratamento, tais como o resfriamento do couro cabeludo para a prevenção da alopecia induzida pela quimioterapia, irá ajudar a aliviar o sofrimento associado à quimioterapia e pode, consequentemente, melhorar os desfechos para as pacientes com câncer de mama", conclui a Dra. Dawn.

Autor de um segundo editorial, e editor on-line do periódico JAMA Oncology, o Dr. Howard (Jack) West, médico, do Swedish Cancer Institute, em Seattle, Washington, concordou, dizendo que talvez os médicos não tenham priorizado a preservação dos cabelos durante a quimioterapia tanto quanto deveriam, valorizando o que é importante para as pacientes.

"A perda dos cabelos não é uma consequência trivial da quimioterapia para muitas pacientes", enfatizou.

"Acho que muitas pessoas, especialmente as mulheres, consideram a possibilidade de alopecia ao decidirem sobre a realização da quimioterapia, e isso potencialmente levaria a um tratamento dessas pacientes aquém do ideal, em decorrência das preocupações delas sobre este efeito colateral", disse o Dr. Howard.

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Fonte: Medscape




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