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Quimioterapia dá Falsa Esperança para Pacientes Terminais, afirmam médicos

Segundo especialistas, os médicos devem pensar duas vezes antes de oferecerem quimioterapia para pacientes terminais de câncer. O tratamento pode criar falsas esperanças e fazer mal ao paciente.

Atualmente milhares de pacientes com câncer passam pelo processo de quimioterapia paliativa para aliviar os sintomas em seus meses finais. As drogas podem aliviar a dor e podem também aumentar o tempo de vida.

Mas, de acordo com as orientações da Academy of Medical Royal Colleges, o tratamento é pouco benéfico. Em vez disso, a organização quer que os médicos expliquem aos pacientes sobre os efeitos colaterais desagradáveis - e o fato de que o tratamento provavelmente não irá funcionar.

O Cancer Research UK disse que a quimioterapia paliativa não alivia os sintomas de alguns pacientes. As novas diretrizes incentivam os funcionários a evitarem cerca de 40 procedimentos aparentemente desnecessários, como moldes de gesso de braços quebrados e raios-x para dor nas costas.

A organização é muito influente e representa 24 faculdades e outros órgãos de saúde. A professora Dame Sue Bailey disse que a equipe tinha um “dever de cuidar de recursos” – mas insistiu, dinheiro não era sua motivação. Ela disse que muitos médicos estavam oferecendo tratamentos ou exames só porque eles estavam disponíveis.

Não há resultados nos pacientes com câncer que são tratados com quimioterapia paliativa, apesar dela ser usada frequentemente. “A quimioterapia é por sua própria natureza tóxica. Portanto, a combinação pode não proporcionar uma resposta, e a toxicidade pode fazer mais mal do que bem”, dizem as orientações estaduais – destinadas a médicos e pacientes.

Segundo os especialistas, o uso de quimioterapia pode aumentar falsas esperanças. “Se você tem câncer avançado, o uso da quimioterapia, pode apresentar uma pequena porcentagem de benefícios e um dano muito elevado”, explicou Dame.

“Todos nós temos o dever de cuidar de recursos na área da saúde, especialmente quando o NHS está sob tanta pressão, mas isso não é a principal motivação para esta iniciativa. O que é muito mais importante é que ambos, médicos e pacientes, realmente questionem se o tratamento em particular é realmente necessário”, acrescentou.

“Em alguns casos, a quimioterapia não ajuda a aliviar os sintomas de câncer avançado. Ela pode ter efeitos colaterais, e é por isso que os pacientes precisam conversar sobre isso com o médico antes de tomarem uma decisão final. Qualquer tratamento sugerido tem de ser cuidadosamente ponderado em termos de benefício provável”, disse Vanda Taylor, especialista do Cancer Research UK.

As orientações também dizem para evitar tratar pequenas fraturas de crianças com molde de gesso, e recomenda a tala removível como melhor opção.

Cortes e arranhões devem ser lavados com água potável da torneira – no lugar de uma solução estéril. Já os remédios para pressão arterial só devem ser oferecidos aos pacientes em risco de ataques cardíacos e derrames.

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Fonte: Jornal Ciência



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