Prótese nos Seios pode causar Tipo Raro de Linfoma, diz FDA

O FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano de regulação na área da saúde) acaba de reconhecer que mulheres com próteses de silicone têm um risco aumentando de desenvolver um tipo raro de câncer.

A instituição foi informada sobre 359 casos, incluindo 9 mortes de mulheres com linfoma anaplásico de grandes células (ALCL), um tipo extremamente raro de tumor que afeta o sistema linfático e que é associado a implantes mamários.

Em 2011, a FDA já havia identificado uma possível associação entre o desenvolvimento do tumor e os implantes mamários. No entanto, na época o número de casos relatados não era o suficiente para determinar quais fatores contribuíam para o aumento do risco. Desde então, a agência passou a monitorar os casos deste tipo de câncer em mulheres com próteses.

Prótese com textura

Nos casos relacionados aos implantes, a doença se desenvolve nos seios, geralmente no tecido formado ao redor da prótese. Segundo uma análise preliminar, o problema parece ser mais incidente em pacientes que têm próteses com textura. Dos 359 casos relatados, 231 incluíam informações sobre a superfície do implante. Destes, 203 eram texturizados e 28 lisos. Já o conteúdo da prótese parece não ter relação com a doença. Dos 312 relatos com essa informação, 186 eram de gel de silicone e 126 de solução salina.

O cirurgião plástico Alex Wong, pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia, explicou ao jornal americano The New York Times que a reação do corpo a próteses texturizadas é diferente das lisas, pois os tecidos crescem nas ranhuras microscópicas. “Nós ainda estamos tentando entender por que a superfície importa”, ressaltou Wong, acrescentando que em alguns casos o câncer parece estar associado com infecções bacterianas.

Tratamento: remoção do implante

A doença geralmente é descoberta após o surgimento de sintomas, como nódulos, dor, acúmulo de líquidos e inchaço. Na maioria dos casos, a doença é tratada com a remoção do implantes e do tecido ao redor, mas algumas pacientes precisam de terapias mais agressivas, como quimioterapia e radiação.

Frente às evidências, a FDA passou a concordar com a Organização Mundial de Saúde, que já havia concluído que a doença está relacionada com os implantes.

Tenho silicone: o que devo fazer?

Apesar dos novos dados, o órgão lembra que a condição é bastante rara e não é necessário alarde. “Se você tem implantes mamários, não há necessidade de mudar sua rotina de cuidados médicos e exames de rotina”, afirma.

O FDA também não recomenda que médicos façam a remoção preventiva das próteses em pacientes que não apresentam sintomas, que incluem dor, caroços, inchaço ou assimetria.

A cartilha ainda indica que pacientes sigam fazendo mamografia de rotina conforme indicação do médico e, para aquelas que possuem silicone gel, também são recomendadas ressonâncias magnéticas periódicas para a investigação de possíveis rupturas.

Se você tem alguma amiga que tem prótese nos seios, compartilhe com ela essa informação para que ela fique atenta aos sintomas!

Fonte: Veja.com




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