Perca Peso Agora

Por que Engordamos com o Passar dos Anos?

Nós sabemos que a fórmula clássica de redução de peso (mais exercícios, menos comida) funciona por um determinado tempo, e que depois disso o peso volta a nos rondar. O efeito sanfona é devastador: é um tal de vai e volta que é capaz de nausear pelo movimento.

O metabolismo humano é um sistema complexo, que evolui no sentido de manter nosso peso estável em tempos de abundância e escassez. Como foi, então, que se transformou em um jogo de cara ou caroa em que as opções são “Cara, você ganha peso”, e “Coroa você ganha ainda mais”?

O problema reside em uma condição de saúde chamada inflexibilidade metabólica, uma condição que aponta para dieta simples, exercícios e mudanças de estilo de vida, estas que podem ajudar você a emagrecer e continuar magro.

E por que o aumento da obesidade em uma única geração não deveria ter acontecido? E como você pode assumir o controle do próprio metabolismo e guiá-lo em águas tranquilas?

Desde o início do século 20, quando a obesidade era incomum até a década de 1980, nossa quantidade per capita de alimento permaneceu mais ou menos a mesma. Por que então o aumento do peso?

Reflita lendo abaixo o que acontece em uma alimentação normal:

  • O alimento se torna progressivamente menos apetitoso. Por mais que os primeiros pedaços de bife estejam incríveis, no final você apenas repete os movimentos, de modo automático;
  • O estômago se expande, há liberação do hormônio Grelina, emitindo mensagens químicas ao cérebro, aumentando o hormônio Leptina, pedindo que não se coma mais;
  • O metabolismo se acelera à medida que o corpo trabalha para transportar o alimento pelo sistema digestivo, queimando 10% das calorias que você acabou de ingerir;
  • Nas próximas horas, e até mesmo dias, o corpo monitora o equilíbrio de energia – a quantidade de calorias que entram e saem. Se você comer mais do que precisa, isso será compensado por um metabolismo mais rápido – seja queimando mais calorias na malhação, seja produzindo mais hormônios, como a Leptina, que reduz o apetite.

O mecanismo também funciona ao contrário. Se você comer menos do que o necessário para manter seu peso, seu metabolismo ficará mais lento para preservar energia, e os níveis do hormônio da fome, Grelina, subirão para aumentar o apetite.

O objetivo desse sistema é atingir um equilíbrio no qual seja difícil ganhar ou perder peso. Somente estímulos poderosos podem se sobrepor a esse sistema e alterar seu metabolismo para que ele não responda como deveria.

Eis que surge o principal adversário: a indústria alimentícia moderna.

Quando a Frito-Lay (dona da Elma Chips) lançou o famoso slogan “é impossível comer um só”, no início dos anos 1960, não foi à toa. Seus cientistas trabalhavam para apagar os limites do nosso apetite, e como sociedade, começamos a burlar sinais de “pare” que haviam existido durante séculos.

Eles descobriram formas de combinar açúcar, sal e gordura para que o “suficiente” nunca fosse realmente suficiente.

Nosso metabolismo não estava preparado para contrapor a recompensa hedonista desses novos alimentos. O alimento associado a estimular muitas partes do cérebro, incluindo regiões de recompensa. Ao estimular diretamente esses circuitos de recompensa, você pode ter profundo impacto na preferência alimentar e na gordura corporal.

Os fabricantes tentam maximizar a recompensa. O resultado: Somos levados por uma correnteza de alimentos fartamente disponíveis, densos em energia, altamente palatáveis e com alto poder de recompensa. Os alimentos comerciais produzem um estímulo excessivo dessas conexões cerebrais.

Quando comemos volumes massivos de alimentos superestimulantes, um saco de chips regado a um litro de refrigerante, nosso sistema digestivo converte tudo isso em quantidades massivas de glicose sanguínea. É aí que entra o hormônio da insulina. Ele é uma espécie de “porteiro” encarregado de abrir a porta das células para a glicose. Se o nível de glicose estiver muito alto, ela se torna tóxica. O corpo fará o possível para expulsá-la.

Quanto mais tempo o nível de insulina permanecer elevado, menos eficaz ela se torna, e quando menos eficaz ela se torna, mais longos são os períodos em que seus níveis ficam elevados. A finalidade da insulina é eliminar a glicose do sangue, armazenando-a no corpo. Consequentemente, *a insulina inibe nossa capacidade de queimar gordura.

Níveis do hormônio cronicamente elevados significam que o corpo está sempre usando menos gordura como fonte de energia do que normalmente usaria, e por isso a gordura se acumula aonde você menos deseja.

O corpo humano foi criado para funcionar com um mix de combustíveis, utilizando, predominante, a gordura em repouso ou durante exercícios de baixa intensidade. Na medida em que os exercícios ficam mais difíceis, passamos a uma maior dependência de carboidratos. Se você é metabolicamente flexível, consegue passar facilmente de uma fonte de combustível para outra, aproveitando as abundantes reservas de gordura do corpo e poupando os limitados carboidratos para quando eles forem realmente necessários.

Uma pessoa com níveis cronicamente elevados de insulina vira “inflexível”, queimando carboidratos em excesso o tempo todo e deixando as reservas de gordura intocadas.

Um desastre metabólico para um organismo que possui mais gordura do que é capaz de utilizar – um organismo que, em circunstâncias normais, exploraria a gordura como uma reserva subterrânea de petróleo. Os sistemas se esforçam ao máximo para cooperar um com o outro, mas não conseguem.

Fonte: Endocrino News



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