Perigosos? Por que a Alemanha confiscou 35 toneladas de "spinners", o brinquedo da moda!

Se você está de viagem marcada para a Alemanha, é melhor deixar o seu hand spinner em casa. Mais de 35 toneladas do brinquedo giratório foram apreendidas no terminal de Frankfurt, quinta maior cidade do país.

O argumento das autoridades é de que se trata de um brinquedo perigoso para crianças.

“Uma possibilidade é que eles acabem sendo destruídos. Ou poderão ser exportados ou ainda submetidos a novas regras, mas isso levará um tempo e dependerá de organismos reguladores”, pontua Cristine Strass, porta-voz do aeroporto.

Segundo o serviço aduaneiro alemão, o spinner, que nasceu com o propósito de ajudar crianças com autismo e transtorno por deficit de atenção ou hiperatividade, é um jogo potencialmente "inseguro".

As autoridades não informaram se todas as pessoas que estiverem carregando um spinner na bagagem terão seus dispositivos confiscados na entrada do país.

A porta-voz do aeroporto explicou em um comunicado que o brinquedo pode significar uma ameaça, principalmente para as crianças pequenas. "As luzes LED podem se desprender facilmente, por exemplo, e as crianças podem engoli-las", explicou Strass.

Além disso, as autoridades alemãs dizem que o brinquedo não tem a marca CE (Conformidade Europeia), que indica que o produto cumpre os requisitos legais necessários para poder ser comercializado de acordo com a legislação europeia para saúde, segurança e proteção do meio-ambiente.

"Eles também não vêm com referências das empresas ou dos indivíduos responsáveis por sua fabricação, nem de sua embalagem", afirmou Strass.

Polêmica

Essa não é a primeira vez que o brinquedo, que foi inventado há mais de duas décadas, mas tem se tornado mais popular recentemente, causa polêmica.

Muitos educadores consideram que o spinner distrai as crianças e causa transtornos - por isso, ele já é proibido em sala de aula em algumas escolas.

Outra versão

CLAUDIA conversou com especialistas sobre o dispositivo. Dotado de duas ou mais hastes com buracos nas pontas, ele é capaz de girar por minutos a depender da força e do manejo. Para a pedagoga Ana Flávia Andreoli, de São Paulo, a graça é, justamente, essa. “Os jovens se desafiam com diferentes manobras e movimentos para superarem seus colegas e os próprios recordes. Assim como os ioiôs, que foram febre entre as crianças de antigamente, o finger spinner é a mania da vez“, explica.

Sobre os riscos, segundo ela, é importante que os pais fiquem atentos durante brincadeira — assim como em qualquer outra atividade educativa –, e que não esperem benefícios à saúde.

“Na hora da compra, é fundamental estar ciente de que este objeto não reduz níveis de estresse ou trata doenças. Também vale a pena tomar cuidado para que jogo não se torne um vício e as crianças não deixem de interagir com seus colegas por causa dele”, finaliza.

Fonte: Claudia Abril




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