Pense Bem antes de optar por algum destes 10 Tratamentos Médicos!

Um recente estudo da literatura médica, realizado nos Estados Unidos, apresentou 10 procedimentos de diagnóstico e tratamentos que foram aplicados de forma excessiva em 2016. A intenção é destacar caminhos para o sistema médico ser mais efetivo e eficiente.

A medicina é muitas vezes um jogo de números e probabilidades. Enquanto muitos médicos executam um trabalho preciso com recursos limitados, às vezes, encontrar um equilíbrio entre o tempo e o menor custo possível significa que comprimidos e procedimentos são prescritos sem que seja possível considerar o melhor para cada paciente.

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“Muitas vezes, os profissionais de saúde não podem contar com as últimas descobertas e seus pacientes não recebem o melhor atendimento”, diz o pesquisador Daniel Morgan, da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland. “Espero que esse estudo dissemine informações sobre os testes e tratamentos que mais são usados excessivamente”.

A equipe estudou o tema por meio de artigos de revistas no arquivo PubMed, usando termos de pesquisa como uso excessivo, sobretratamento, inapropriado e desnecessário

A equipe considerou 2.252 artigos, dos quais 1.224 abordavam, diretamente, o uso excessivo de medicamentos. Especificamente, os artigos relataram “cuidados em que os danos potenciais superam os potenciais benefícios”.

O trabalho conduziu os pesquisadores à seleção de 122 artigos que foram identificados como mais significativos. Com eles, o estudo chegou à lista descrita abaixo.

1. Uso de antibióticos

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Um estudo de 2016 estimou que 506 prescrições de antibióticos foram encaminhadas para cada grupo de mil pessoas, entre os anos 2010 e 2011. Dentre esses, apenas 353 casos podem ser considerados apropriados.

O Plano de Ação Nacional para Combater as Bactérias Resistentes aos Antibióticos, do CDC, visa reduzir o uso inapropriado de antibióticos ambulatoriais em 50% nos próximos anos.

Os pesquisadores observaram que, nas medidas adotadas pelo programa, a mais eficaz era usar as pressões sociais, incentivando os médicos a tomar nota das boas práticas de prescrição entre seus colegas.

2. Cirurgia para lesões na cartilagem

Raspar os discos de absorção de choque em forma de C na cartilagem dentro dos joelhos é uma coisa séria. Mesmo assim, a decisão de encarar uma reparação cirúrgica mostrou trazer alguns poucos benefícios que não poderiam ser alcançados através de gerenciamento conservador e reabilitação.

3. Suporte nutricional em pacientes médicos internados

Em geral, a desnutrição não faz muito bem a nenhum paciente. Por outro lado, o apoio nutricional em casos críticos não fez diferença em termos de permanência hospitalar ou mortalidade, mesmo que isso ajudasse a aumentar seu peso.

No caso de órgãos com problemas de funcionamento ou de complicações metabólicas, esse suporte pode gerar riscos que fazem com que os benefícios trazidos não valham tanto a pena.

4. Uso de imagem cardíaca

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A prática da imagem cardíaca para tratar pacientes com dor no peito foi triplicada na última década, sem fazer muito por pacientes de baixo risco. Isso gera o risco de intervenções e hospedagens hospitalares desnecessárias.

5.Ultrassonografia da artéria carótida e stenting

Ultrassons das carótidas são executados para testar a largura das artérias no pescoço, o que pode ajudar a indicar risco de acidente vascular cerebral.

O diagnóstico precoce pode salvar vidas, mas pesquisadores descobriram que 9 entre 10 exames realizados em pacientes assintomáticos, que resultaram em um “stent” inserido na artéria, foram conduzidos por motivos inapropriados.

Uma vez que a inserção dos stents demanda cirurgia, é provável que um grande número desses procedimentos esteja gerando riscos desnecessários.

6. Manejo agressivo do câncer de próstata

O câncer de próstata é outra condição que pode ser tratada facilmente se detectada a tempo.

Um exame de sangue para a obtenção de marcadores, chamado antígeno prostático específico, pode dar conta da tarefa. No entanto, é difícil dizer se eles são produzidos por um tumor agressivo que precisa ser tratado ou por um crescimento lento que o paciente pode até levar consigo para o túmulo, num futuro próximo ou distante.

Apenas 1% dos homens que tiveram sua próstata removida – arriscando as complicações que vêm com a cirurgia – morreram de câncer. E entre aqueles que mantiveram sua próstata? A proporção é aproximadamente a mesma.

7. Oxigênio suplementar para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica

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Dar mais oxigênio a pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva (DPOC) não ajudou seus pulmões a funcionarem melhor ou a melhorar seu bem-estar. Mas pode lhes causar a retenção de dióxido de carbono – o que não é nada bom.

8. Ecocardiografia transesofágica

Em termos simples, esse procedimento tira fotos de seu coração usando um ultrassom através de um tubo inserido no esôfago. Um médico pode usar essa opção em vez de fazer um eletrocardiograma, mas a pesquisa sugere que qualquer detalhe extra que a ecocardiografia possa informar não vale os riscos da sedação.

9. Angiografia pulmonar por tomografia computadorizada

O procedimento consiste em um teste diagnóstico que ilustra as artérias pulmonares em pacientes com sintomas respiratórios por meio da tomografia computadorizada. Não é invasivo, e é altamente sensível, mas atinge o paciente com uma dose de radiação. A espera para a realização desse teste provavelmente resultará em atrasos que aumentam o risco de desenvolver complicações.

10. Tomografia computadorizada em qualquer paciente com sintomas respiratórios

Qualquer tipo de tomografia computadorizada em um paciente com sintomas respiratórios não mortais, de acordo com o estudo, tem pouco resultado na sua melhora. Pior ainda, essas verificações aumentam os riscos de falsos positivos, onde o teste indica uma patologia inexistente.

A solução? De acordo com os pesquisadores, os médicos devem compartilhar a tomada de decisões com seus pacientes.

Nenhum destes resultados deve significar que esses testes e procedimentos precisam ser evitados. O melhor conselho é – como sempre – este: não tenha medo de fazer perguntas a seu médico.

Uma pesquisa que analise criticamente a forma como os profissionais oferecem cuidados médicos é importante para manter altos padrões e bons resultados com os recursos disponíveis.

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Fonte: Hypescience




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