Padre Fábio de Melo fala sobre diagnóstico de Síndrome do Pânico

O Padre Fábio de Melo revelou, no programa de televisão Fantástico que há 2 anos foi diagnosticado com a síndrome do pânico mas atualmente estava bem. Até que no final do mês de julho, sentiu os mesmos sintomas ao descer de um avião. "Eu estava pousando em Fortaleza e de repente tive um sintoma bem semelhante ao que tive há dois anos quando fui diagnosticado. Ali, já não sentia vontade de descer do avião", contou o padre.

Em sua rede social, ele admitiu que ficou trancado em casa durante uma semana com sensação de profunda tristeza e agradeceu o carinho dos fãs.

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Na entrevista, o padre se emocionou ao falar que muitas vezes só queria ver a mãe. "Teve um dia que meu desespero era tão grande que eu não queria falar com outra pessoa que não fosse ela", desabafou.

Ainda durante a entrevista, o padre declarou que seu problema de saúde abalou, inclusive, a sua fé. Atualmente, Padre Fábio está em tratamento e reconhece que ainda não está curado.

Ataques de pânico acontecem normalmente de forma inesperada. No Brasil, cerca de 9% da população sofre com algum transtorno de ansiedade, o que significa mais de 18 milhões de pessoas.

A síndrome do pânico é um transtorno que causa crises inesperadas de medo e mal-estar. Para ter uma ideia, imagine que você está conversando com seus amigos normalmente e, de uma hora para outra, começa a sentir palpitação, dor no peito, formigamento nos braços, vontade de sair correndo.

É assim que um ataque de pânico se materializa, podendo ainda trazer falta de ar, suor, tontura, ânsia de vômito e dor de cabeça.

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Quando os ataques de pânico são constantes, podem desencadear a síndrome do pânico. O ataque vem sem dar aviso e é uma resposta corporal.

Diferente da ansiedade, que é quando o pensamento vem antes dos sintomas físicos, como quando aquela pulga atrás da orelha com problemas do trabalho toma conta de você e traz falta de ar, tremores e palpitação. Em um ataque de pânico, os sintomas físicos aparecem subitamente e fazem com que a pessoa imagine desfechos catastróficos de outras doenças (como achar que está infartando), o que as deixam ainda mais nervosa e podem agravar o quadro, de acordo com Diego Tavares, psiquiatra e pesquisador do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Normalmente, a crise demora cerca de 5 minutos, mas pode durar até meia hora.

Uma dica valiosa nos momentos de crise de pânico é ter alguém por perto para ajudar a acalmar o paciente. Uma vez que a pessoa sabe que tem crise e não está morrendo, você pode segurar a mão dela, pedir para que respire fundo, dar água e gentilmente mostrar que os minutos estão passando e que a crise deve terminar em breve.

Com o apoio, consciência e foco, o paciente tende a baixar os níveis de adrenalina e recuperar o controle corporal. A doença deve ser tratada com análise ou remédios. Se você sentir algum desses sintomas, procure a ajuda de um psiquiatra.

Fonte: Estilo Uol




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