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Ozonioterapia é Usada com Sucesso no Tratamento das Dores de Coluna

Estudos recentes mostram que o tratamento por ozonioterapia pode ser usado em mais de 180 tipos diferentes de patologias. Um estudo clínico controlado e realizado no HC em São Paulo, utilizando ozônio medicinal e publicado recentemente mostrando 60 pacientes portadores de fibrose peridural, uma espécie de cicatriz dolorosa que se desenvolve em portadores de hérnia discal lombar, que foram tratados com ozonioterapia utilizando grupo controle para comparação de resultados, provou que o ozônio pode ser muito útil no tratamento de problemas de coluna.

Paralelamente, como explica o Dr. Mauricio Marteleto, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, SBOT, a colaboração Cochrane do Brasil, publicou também uma metanálise (uma espécie de resumo comparativo quantitativo dos principais trabalhos científicos publicados sobre tratamentos de coluna nos últimos anos na literatura médica) sugerindo fortemente que a ozonioterapia pode ser muito útil e seu efeito pode ser inclusive superior a outras formas de tratamento como as cirurgias abertas ou por radiofrequência e até mesmo da fisioterapia, sugerindo novos estudos, conclui o documento.

A ozonioterapia é realizada por meio de injeções aplicadas em pontos biologicamente ativos do organismo humano.

A aplicação depende do conhecimento técnico do médico e não possui efeitos colaterais, sendo considerada uma técnica muito segura. Esse tratamento deve ser realizado dentro dos padrões sugeridos pela Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ).

Segundo o especialista outro destaque do tratamento é o custo-benefício. A ozonioterapia não possui efeitos colaterais e possui pouquíssimas contraindicações, ressalta. Além disso, pode e deve ser usada em concomitância com outros medicamentos e técnicas cirúrgicas e melhora os sintomas porque acelera o processo de cura do organismo porque interfere na produção de eicosanóides ou drogas pró-inflamatórias do próprio organismo.

Se bem indicada, e realizada dentro de padrões corretos pode em diversos casos, curar o paciente e salvar muitas vidas.

"A técnica do ozônio medicinal surgiu na Europa, principalmente Alemanha e Itália durante esforços de guerra, onde é realizada há mais de 100 anos e é reconhecida pelo governo da maioria dos países do bloco da comunidade europeia, inclusive Portugal, Espanha e Reino Unido".

Nos Estados Unidos, tem aprovação do FDA em 19 estados, destaca Dr. Mauricio Marteleto. A Argentina aprovou recentemente a regulamentação provisória para uso médico.

No Brasil, tramita ainda para aprovação através de um documento, com provas científicas de quase mil páginas, enviado ao Conselho Federal de Medicina pela ABOZ em outubro passado. O esforço para regulamentação da ozonioterapia no Brasil é político e ético, uma vez que a técnica desenvolvida ao longo de todo século XX em várias partes do mundo, não é patenteável e não gera royalties e nem verbas de representação decorrentes da comercialização, o que dificulta na obtenção da referida regulamentação para uso médico junto aos órgãos de representação de classe.

    O que é Ozonioterapia?

    O ozônio medicinal é sempre uma mistura de ozônio com oxigênio, em quantidades e concentrações que variam conforme a doença a ser tratada.
    Tem efeito bactericida, fungicida e de inativação viral, razão pela qual pode ser empregado tanto na desinfecção de lesões infectadas, como em algumas doenças causadas por bactérias ou virus.
    Seus efeitos sobre a circulação sanguínea o recomendam no tratamento de distúrbios circulatórios e para uma revitalização do organismo como um todo.
    Em baixas concentrações, pode modificar e estimular a resposta imunológica.

Sobre o Dr. Mauricio Marteleto
É médico ortopedista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, SBOT. Há 10 anos, o Dr. Mauricio atua na área de cirurgia da coluna vertebral, sendo membro efetivo da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), Sociedade Brasileira de Patologia da Coluna Vertebral (SBPCV) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna Vertebral.

Fonte: Exame



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